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Petrobras atinge produção recorde de 3,34 milhões de barris por dia

A estatal registrou alta de 14,1% na produção de óleo e gás no segundo trimestre de 2026, impulsionada por novas plataformas e eficiência operacional.

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Foto: Times Brasil
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28/07 às 19:31 · atualizado 29/07 às 07:02

Pontos principais

  • Produção total atingiu 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no 2º trimestre de 2026.
  • O volume representa um crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025.
  • O campo de Búzios consolidou-se como o principal ativo, superando 1,2 milhão de barris diários em junho.
  • Novas plataformas como Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão, P-78 e P-79 foram fundamentais para o resultado.
  • Dez novos poços produtores entraram em operação nas Bacias de Campos e Santos.
  • Fator de utilização das refinarias atingiu o recorde de 101,2%.
  • Exportações de petróleo cresceram 44,3% na comparação anual, chegando a quase 1 milhão de barris por dia.
  • Importação de derivados atingiu o menor volume trimestral desde a pandemia, com 67 mil barris por dia.

A Petrobras alcançou um marco histórico no segundo trimestre de 2026 ao registrar uma produção média de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O desempenho representa um avanço de 14,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior e é atribuído à entrada em operação de novas unidades de produção, como as plataformas Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão, P-78 e P-79, além da ativação de dez novos poços nas Bacias de Campos e Santos. O campo de Búzios manteve sua posição de destaque, contribuindo com mais de 1,2 milhão de barris diários apenas no mês de junho.

Além do recorde na extração, a companhia apresentou resultados operacionais expressivos no refino, com o fator de utilização das refinarias atingindo 101,2%. Esse aumento na eficiência permitiu que a estatal reduzisse a importação de derivados ao menor nível trimestral desde a pandemia, enquanto as exportações de petróleo saltaram 44,3% frente ao segundo trimestre de 2025. A estratégia de expansão da capacidade produtiva e a conquista de novos mercados internacionais reforçam a posição da Petrobras no cenário global de energia, em um momento em que a empresa também avança em projetos voltados à transição energética.

Fonte primária

Petrobras (Relações com Investidores)

Relatório de Produção e Vendas 2T26

No 2T26, a produção média própria de óleo, LGN e gás natural da Petrobras atingiu a marca recorde de 3,34 MM boed, alta de 14,1% frente ao 2T25 e de 3,4% frente ao 1T26, puxada pelo ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria (Jubarte), Alexandre de Gusmão (Mero), P-78 (Búzios) e pelo início de produção do P-79 (Búzios), parcialmente compensados pelo declínio natural de campos maduros. Entraram em operação 10 novos poços produtores (4 na Bacia de Campos, 6 na Bacia de Santos). O campo de Búzios atingiu, em 23/6, produção recorde de 1,1 MM bpd e, três dias depois, 1,2 MM bpd; em junho superou pela primeira vez 1 MM bpd de média mensal, 8,2 anos após o início da produção comercial (Tupi levou 8,8 anos). O P-79 entrou em produção em 01/05, com capacidade de 180 mil bpd de óleo e compressão de gás de 7,2 MM m³/d, elevando a capacidade instalada de Búzios para ~1,33 MM bpd. O FPSO Almirante Tamandaré (também em Búzios) bateu recorde mensal de 253 mil bpd em junho/2026, seguindo como a plataforma de maior produção do Brasil. O ativo de Mero produziu ~740 mil bpd no trimestre. Na Bacia de Campos, a produção de óleo foi de 559 mil bpd, a segunda maior desde o 4T23. A produção total operada (incluindo parceiros) atingiu 4,87 MM boed, e a produção operada no pré-sal, 4,24 MM boed — ambos recordes. No refino, o Fator de Utilização das refinarias atingiu recorde histórico de 101,2% no trimestre (com 102,5% em abril e maio isoladamente), reduzindo as importações de derivados para 67 mil bpd no período.

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