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OpenAI assina carta pró-pesos abertos; Anthropic segue fora da lista

Carta liderada por Nvidia e Microsoft foi de 25 para 35 signatários e pede que Washington evite restrições prematuras a modelos abertos.

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Foto: x.com
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27/07 às 09:00

Pontos principais

  • Em 24 de julho de 2026, uma coalizão liderada por Nvidia e Microsoft publicou a carta "Open Weights and American AI Leadership".
  • Jensen Huang usou sua primeira publicação na história no X para compartilhar a carta.
  • Horas depois, a OpenAI acrescentou seu nome à lista de signatários, da qual estava ausente no grupo original de 25.
  • A versão atual da carta hospedada pela Microsoft lista 35 signatários; a Anthropic continua ausente.
  • Entre os signatários estão Microsoft, Nvidia, Meta, IBM, GitHub, Hugging Face, Mistral, Mozilla, OpenAI, Palantir, Perplexity, ServiceNow e Y Combinator.
  • A carta pede que formuladores de políticas dos EUA evitem restrições prematuras a modelos de pesos abertos.

A carta argumenta que modelos que os usuários podem baixar, inspecionar, modificar e rodar na própria infraestrutura são importantes para inovação, competição e segurança. Huang escreveu que "o mundo precisa tanto de modelos fechados de fronteira quanto de modelos abertos de fronteira", e que modelos abertos fortalecem segurança e cibersegurança, aceleram inovação e difusão e viabilizam soberania.

Sam Altman citou a publicação de Huang ao aderir: "quero que os EUA vençam em IA tanto em código aberto quanto em modelos proprietários, e fico feliz em ver isso." Com a adesão da OpenAI, a Anthropic passou a ser o laboratório de fronteira americano mais visível fora da lista.

Fonte primária

Nvidia (coalizão multi-empresa)

Open Weights and American AI Leadership

Carta aberta datada de 24 de julho de 2026, divulgada por Jensen Huang (Nvidia). Compara o momento atual da IA ao movimento open-source de software dos anos 1980, argumentando que modelos de peso aberto — baixáveis, inspecionáveis e executáveis na própria infraestrutura de quem os usa — são essenciais para a liderança americana em IA. Argumentos centrais: (1) pesos abertos ampliam o acesso à economia de IA, permitindo que startups e universidades usem modelos avançados sem treinar do zero; (2) fortalecem a concorrência entre desenvolvedores de modelos, nuvem, chips e aplicações; (3) dão às organizações mais controle e evitam lock-in a um único provedor; (4) reconhecem riscos reais de pesos liberados (perda de controle do desenvolvedor original, dificuldade de rastrear versões modificadas), mas defendem que a resposta não é proibir, já que segurança cibernética depende de defensores terem acesso a modelos comparáveis aos de atacantes; (5) argumentam que abertura pode aumentar a segurança em IA, não diminuir, já que concentrar capacidade em poucos modelos fechados cria pontos únicos de falha. Pede aos formuladores de política: expandir acesso a computação para startups e pesquisadores, investir em ativos de treinamento compartilhados (datasets, ferramentas, frameworks de avaliação) e evitar restrições prematuras a modelos abertos que sufoquem a concorrência ou empurrem inovação para fora dos EUA. Também pede que técnicas legítimas de desenvolvimento (como destilação) não sejam confundidas com apropriação indevida. A lista de signatários cresce continuamente no mesmo PDF (o snapshot de '25 para 35' citado na matéria do DJ já está superado — a versão mais recente soma dezenas de nomes, incluindo OpenAI, Microsoft, Meta, Google, AMD, Hugging Face, entre outros). Anthropic não consta entre os signatários.

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