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Fracasso em programas de substituição de coca na Colômbia eleva cultivo

A falha no suporte a agricultores colombianos que abandonaram o plantio de coca impulsiona a volta à atividade ilícita e recordes de produção.

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Foto: G1 Mundo
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27/07 às 04:31

Pontos principais

  • O programa PNIS, criado após o acordo de paz de 2016, não cumpriu promessas de apoio financeiro e técnico aos agricultores.
  • A falta de infraestrutura rural e de pagamentos inviabilizou a transição para culturas legais em diversas regiões.
  • O cultivo de coca na Colômbia atingiu níveis recordes, superando a marca de 250 mil hectares plantados.
  • O governo lançou o programa RenHacemos para tentar corrigir falhas históricas e promover a diversificação econômica.
  • A presença de grupos armados e a insegurança nas zonas rurais permanecem como entraves críticos para a substituição de cultivos.

O esforço da Colômbia para reduzir o cultivo de coca enfrenta um cenário de retrocesso, com agricultores retornando ao plantio ilícito devido à ineficiência de programas estatais. O PNIS, pilar do acordo de paz de 2016, falhou em oferecer o suporte técnico e financeiro necessário para que produtores migrassem para atividades legais, deixando-os desamparados diante da precariedade da infraestrutura rural. Como resultado, a área de cultivo atingiu patamares recordes, ultrapassando 250 mil hectares.

Para reverter o quadro, o governo colombiano introduziu o programa RenHacemos, que busca uma abordagem de diversificação econômica mais abrangente. No entanto, especialistas alertam que a estratégia enfrenta desafios estruturais profundos, incluindo a forte demanda global por cocaína e a influência persistente de grupos armados, que controlam territórios e impedem a implementação efetiva de alternativas econômicas sustentáveis para as comunidades locais.

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