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Presidente do SK Group é condenado a pagar US$ 644 milhões em divórcio

O Tribunal Superior de Seul determinou o maior acordo de divórcio da história da Coreia do Sul, envolvendo o bilionário Chey Tae-won e sua ex-esposa, Roh Soh-yeong.

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Foto: G1 - Economia
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24/07 às 04:01 · atualizado 12:03

Pontos principais

  • O valor definido pela justiça é de 944 bilhões de wons, aproximadamente US$ 644 milhões.
  • A decisão revisou para baixo um montante anterior de 1,38 trilhão de wons estipulado em instâncias inferiores.
  • O tribunal reconheceu a contribuição de Roh Soh-yeong para o crescimento do patrimônio familiar ao longo de 34 anos de casamento.
  • O pagamento será realizado em dinheiro, permitindo que Chey Tae-won mantenha o controle acionário do conglomerado SK.
  • O caso, apelidado pela mídia local como 'divórcio do século', ainda pode ser objeto de novos recursos no Supremo Tribunal.
  • A fortuna de Chey Tae-won, estimada em US$ 5,6 bilhões, foi impulsionada pela alta demanda por chips de memória para inteligência artificial.
  • A sentença gerou volatilidade nas ações da holding SK e da subsidiária SK Hynix na Bolsa de Seul.

O Tribunal Superior de Seul proferiu uma decisão histórica nesta semana ao condenar Chey Tae-won, presidente do SK Group, a pagar 944 bilhões de wons, cerca de US$ 644 milhões, à sua ex-esposa, Roh Soh-yeong. O veredito encerra um capítulo central de uma batalha judicial que se estende por uma década, sendo classificado pela imprensa sul-coreana como o 'divórcio do século' devido à magnitude dos valores envolvidos e à influência do executivo no cenário econômico do país. O SK Group é um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul, com forte atuação em tecnologia e energia.

A decisão judicial destacou que a ex-esposa desempenhou um papel relevante na administração familiar e no suporte ao crescimento do patrimônio do casal durante as três décadas de união. O cálculo da indenização levou em conta a valorização expressiva das ações da SK Hynix, subsidiária do grupo que tem se beneficiado diretamente do boom global de demanda por chips de memória voltados para inteligência artificial. Embora o valor final tenha sido reduzido em comparação a uma sentença anterior, ele permanece como o maior acordo de partilha de bens já registrado em um tribunal sul-coreano.

Analistas do mercado financeiro observam que a modalidade de pagamento em dinheiro é estratégica para o executivo, pois evita a necessidade de alienação de participações acionárias, garantindo que ele preserve o controle sobre o conglomerado. Apesar disso, o anúncio da sentença provocou oscilações nas ações das empresas do grupo na Bolsa de Seul. O caso, que também trouxe à tona discussões sobre a trajetória dos 'chaebols' — os grandes conglomerados familiares que dominam a economia do país —, ainda aguarda possíveis trâmites finais, uma vez que as partes podem recorrer ao Supremo Tribunal da Coreia do Sul.

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