Brasil lidera economia gig na América Latina, aponta estudo da Chubb
País tem a maior taxa de freelancers da região, mas enfrenta um déficit de proteção financeira contra a interrupção de renda.
Pontos principais
- 50% dos trabalhadores brasileiros atuam como freelancers ou na economia gig, a maior proporção entre nove países latino-americanos.
- Brasil registra o maior otimismo regional sobre o mercado de trabalho, com 49% dos entrevistados confiantes na estabilidade da renda.
- 62% dos trabalhadores brasileiros expressam preocupação com a ausência de cobertura em caso de perda de rendimentos.
- Apenas 46% dos profissionais que perderam sua fonte de renda nos últimos três anos contavam com algum tipo de proteção ativa.
- 54% dos brasileiros afirmam que contratariam serviços de proteção de renda se tivessem acesso facilitado a essas opções.
Um estudo realizado pela seguradora Chubb revela que o Brasil ocupa a primeira posição na América Latina em número de trabalhadores vinculados à economia gig, com metade da força de trabalho independente atuando como freelancer. Apesar desse cenário, o país apresenta o maior índice de otimismo regional em relação ao mercado de trabalho, com quase metade dos entrevistados acreditando em uma redução dos riscos de perda de renda para o próximo ano. Contudo, a pesquisa destaca uma lacuna significativa na segurança financeira desses profissionais. Embora a demanda por proteção seja alta, com mais da metade dos brasileiros dispostos a contratar seguros específicos, a maioria ainda permanece desassistida. O levantamento, que ouviu 3.150 pessoas na região, evidencia que a falta de cobertura ativa em momentos de interrupção de renda continua sendo um desafio estrutural para a crescente classe de trabalhadores independentes no país.
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