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Ataques de drones ucranianos contra varejista Wildberries deixam mortos

A ofensiva contra a maior varejista online da Rússia atingiu centros de distribuição, resultando em nove mortes e prejuízos bilionários para pequenos comerciantes.

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Foto: G1 Mundo
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24/07 às 01:32 · atualizado 09:32

Pontos principais

  • Ataques com drones atingiram instalações da Wildberries em cidades como Elektrostal e Kotovsk.
  • A ofensiva resultou na morte de nove funcionários da empresa.
  • A Ucrânia justifica os ataques alegando que a infraestrutura logística russa é utilizada para abastecer o Exército com equipamentos militares.
  • Prejuízos para pequenos e médios vendedores que utilizam a plataforma são estimados em bilhões de rublos.
  • A Wildberries alterou seus contratos para classificar ataques de drones como 'força maior', isentando-se de responsabilidade pelas perdas dos lojistas.
  • O governo russo nega o uso de plataformas de comércio eletrônico para fins militares, embora voluntários utilizem o canal para enviar suprimentos às tropas.
  • A estratégia ucraniana busca desestabilizar a logística interna russa e levar o impacto do conflito para além das linhas de frente.

A Wildberries, maior varejista online da Rússia, tornou-se um alvo estratégico central na intensificação do uso de drones de longo alcance pela Ucrânia. Os ataques recentes contra centros de distribuição da empresa, frequentemente chamada de 'Amazon russa', resultaram na morte de nove pessoas e causaram a destruição de estoques de centenas de pequenos e médios vendedores independentes. A Ucrânia sustenta que a infraestrutura logística da companhia é utilizada para o transporte de componentes militares e equipamentos de navegação para as tropas russas, uma alegação negada por Moscou.

O impacto econômico para os comerciantes locais é severo, com perdas estimadas na casa dos bilhões. Em resposta à instabilidade, a Wildberries atualizou seus termos contratuais para classificar bombardeios por drones como casos de 'força maior', o que desobriga a empresa de indenizar os vendedores pelos danos sofridos. Esse cenário agrava a pressão sobre o setor de pequenas empresas na Rússia, que já enfrenta desafios decorrentes da inflação, sanções internacionais e aumento de impostos. A ofensiva reflete uma mudança tática de Kiev, que busca desgastar a economia russa e a rotina logística interna do país em meio ao conflito prolongado.

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