Pressão por produtividade impulsiona periódicos predatórios no Brasil
Estudo da USP aponta que a cultura de publicar ou perecer e a falta de treinamento facilitam o crescimento de publicações científicas sem revisão.
Pontos principais
- Periódicos predatórios aceitam artigos científicos sem submetê-los ao rigoroso processo de revisão por pares.
- A cultura acadêmica de 'publicar ou perecer' pressiona pesquisadores a buscar meios rápidos para divulgar seus trabalhos.
- A carência de capacitação sobre ética e integridade científica torna acadêmicos mais vulneráveis a essas editoras.
- O fenômeno impacta negativamente a qualidade e a credibilidade da produção científica brasileira.
Um levantamento realizado pela USP revelou que o mercado de periódicos predatórios tem crescido no Brasil, impulsionado pela pressão por produtividade acadêmica e pela falta de treinamento adequado. Essas publicações, que aceitam artigos sem realizar a revisão por pares, aproveitam-se da necessidade dos pesquisadores de cumprir metas de publicação rápida, um reflexo da cultura de 'publicar ou perecer' presente nas universidades. A ausência de uma formação sólida sobre ética e integridade científica contribui para que muitos acadêmicos caiam em armadilhas dessas editoras. Especialistas alertam que a disseminação desses conteúdos compromete a credibilidade da ciência nacional, recomendando que as instituições de ensino intensifiquem a educação sobre o ecossistema de publicações e reforcem o suporte aos pesquisadores para identificar veículos legítimos e evitar práticas predatórias.
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