Zelensky demite comandante-em-chefe das Forças Armadas da Ucrânia
O presidente Volodymyr Zelensky substituiu Oleksandr Syrsky pelo general Mykhailo Drapatyi no comando militar ucraniano após pressão popular e instabilidade política.
Pontos principais
- O presidente Volodymyr Zelensky anunciou a demissão de Oleksandr Syrsky do cargo de comandante-em-chefe das Forças Armadas.
- O general Mykhailo Drapatyi, de 43 anos, foi nomeado como o novo chefe militar do país.
- A decisão ocorre após uma onda de protestos nacionais contra a gestão militar de Syrsky.
- O ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, foi reintegrado ao governo após ter sido demitido na semana anterior.
- A mudança na cúpula militar reflete tensões internas sobre a estratégia de guerra e o alto índice de baixas.
- O governo busca uma renovação geracional e maior foco em inovação tecnológica e uso de drones.
- A reestruturação é considerada a maior alteração no comando militar ucraniano desde 2024.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, oficializou a substituição do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrsky, pelo general Mykhailo Drapatyi. O anúncio, realizado em pronunciamento televisivo, marca uma das maiores reestruturações na cúpula militar ucraniana desde o início do conflito em 2022. A medida responde a uma crescente pressão popular e a protestos em massa que questionavam a eficácia da estratégia militar vigente, frequentemente criticada pelo alto número de baixas e por um estilo de comando considerado rígido.
Além da troca no comando, o governo ucraniano decidiu reintegrar Mykhailo Fedorov ao cargo de ministro da Defesa, após sua demissão ter gerado críticas severas de setores que defendem a continuidade de projetos de inovação tecnológica e drones. A nomeação de Drapatyi, de 43 anos, sinaliza uma tentativa de renovação geracional e um ajuste tático necessário para enfrentar a pressão contínua nas linhas de frente. A mudança ocorre em um momento de instabilidade política interna, com o governo buscando equilibrar a necessidade de eficiência operacional com a manutenção do apoio público em meio a um conflito prolongado.
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