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Mais de 160 mil estrangeiros deixam a África do Sul após onda de violência

Onda de protestos xenofóbicos e ultimatos contra imigrantes irregulares provocam êxodo em massa de estrangeiros da África do Sul.

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Foto: G1 Mundo
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21/07 às 16:45

Pontos principais

  • Mais de 160 mil estrangeiros deixaram o país desde o final de maio devido à violência.
  • Quatro imigrantes da Etiópia, Malaui e Moçambique foram mortos durante os conflitos.
  • Zimbábue e Malaui receberam a maior parte dos repatriados, totalizando mais de 150 mil pessoas.
  • Grupos como a Operação Dudula lideram protestos alegando impacto negativo na economia e segurança.
  • Autoridades sul-africanas efetuaram a prisão de mais de 900 pessoas envolvidas nos atos.

Uma onda de violência xenofóbica na África do Sul resultou na saída de mais de 160 mil estrangeiros do país desde o final de maio. O cenário de instabilidade foi agravado por um ultimato emitido em 30 de junho por movimentos antimigração, como a Operação Dudula, que exigem a retirada de imigrantes irregulares sob a justificativa de que estes grupos contribuem para o desemprego e a criminalidade local. Até o momento, quatro estrangeiros de diferentes nacionalidades foram mortos em decorrência dos ataques. O impacto regional é significativo, com o Zimbábue registrando o retorno de 108 mil cidadãos e o Malaui acolhendo outros 46 mil. Em resposta, as autoridades sul-africanas intensificaram a segurança e prenderam mais de 900 envolvidos nos protestos, enquanto tentam conter a escalada de tensão social que ameaça a estabilidade migratória na região.

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