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Governo deve distribuir R$ 13 bilhões do lucro do FGTS até agosto

O governo federal planeja repassar R$ 13,04 bilhões do lucro do FGTS de 2025 a 138 milhões de trabalhadores, garantindo rentabilidade acima da inflação.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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21/07 às 10:03 · atualizado há 9min

Pontos principais

  • A distribuição corresponde a 89% do lucro total obtido pelo FGTS no exercício de 2025.
  • O montante de R$ 13,042 bilhões será creditado nas contas vinculadas de trabalhadores com saldo positivo em 31 de dezembro de 2025.
  • A decisão final sobre o repasse será votada pelo Conselho Curador do FGTS em reunião agendada para 28 de julho.
  • O depósito será realizado automaticamente pela Caixa Econômica Federal até o dia 31 de agosto de 2026.
  • A rentabilidade total das contas deve atingir 6,90%, superando o IPCA de 4,26% registrado em 2025.
  • O valor creditado segue as regras de movimentação do fundo e não pode ser sacado diretamente pelo trabalhador.
  • Representantes da construção civil debatem a retenção de parte dos recursos para manter o financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida.

O governo federal prepara a distribuição de R$ 13,042 bilhões referentes ao lucro do FGTS obtido em 2025. A medida, que deve beneficiar cerca de 138 milhões de trabalhadores, tem como objetivo garantir que a remuneração das contas vinculadas supere a inflação oficial, conforme diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal. O crédito será realizado de forma automática pela Caixa Econômica Federal, contemplando todos aqueles que possuíam saldo positivo em suas contas ativas ou inativas até o final do ano passado. O valor depositado será proporcional ao saldo individual de cada trabalhador em 31 de dezembro de 2025.

A formalização do repasse depende da aprovação do Conselho Curador do FGTS, cuja reunião decisiva está marcada para o dia 28 de julho. Caso aprovada, a expectativa é que os valores estejam disponíveis nas contas até o dia 31 de agosto de 2026. Embora a medida seja amplamente aguardada pelos trabalhadores, o setor da construção civil tem acompanhado de perto as discussões, defendendo a preservação de parte do patrimônio do fundo para assegurar a continuidade de investimentos em programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida. Com a distribuição, a rentabilidade final das contas deve alcançar 6,90%, um patamar superior aos 4,26% do IPCA acumulado no período.

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