BYD contrata ex-chanceler húngaro investigado por espionagem russa
A BYD contratou Péter Szijjártó, ex-chanceler da Hungria sob investigação por suposto repasse de informações confidenciais da UE para a Rússia.
Pontos principais
- Péter Szijjártó assumiu cargo na diretoria de relações externas da BYD após deixar o parlamento húngaro.
- O ex-ministro é alvo de apurações por suspeita de espionagem e traição em favor do governo russo.
- Em 2021, Szijjártó foi condecorado com a Ordem da Amizade Russa pelo presidente Vladimir Putin.
- Analistas alertam para riscos à segurança nacional devido à legislação chinesa que exige cooperação de empresas com serviços de inteligência.
A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD nomeou o ex-chanceler húngaro Péter Szijjártó para o seu departamento de relações externas. A contratação ocorre em um momento em que Szijjártó enfrenta investigações na Hungria por suspeitas de espionagem e conflito de interesses, envolvendo o suposto repasse de dados confidenciais da União Europeia para a Rússia. O governo húngaro, sob a gestão de Péter Magyar, conduz apurações sobre possíveis atos de traição cometidos pelo ex-diplomata durante seu mandato. A movimentação levanta preocupações entre especialistas em segurança, que apontam o risco de acesso a informações estratégicas por parte de empresas chinesas, as quais, por lei, devem colaborar com os serviços de inteligência de Pequim. O caso integra uma tendência de ex-diplomatas húngaros ocupando cargos em companhias chinesas que expandem suas operações no país, como a CATL e a Semcorp.
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