Astrônomos reconstroem campo magnético de aglomerado de galáxias
Pesquisadores utilizaram o radiotelescópio LOFAR para mapear, pela primeira vez, a estrutura magnética do aglomerado Abell 2255.
Pontos principais
- O mapeamento focou no aglomerado Abell 2255, situado a um bilhão de anos-luz da Terra.
- A reconstrução baseou-se em 224 horas de observações coletadas pelo radiotelescópio LOFAR.
- Os dados indicam que os campos magnéticos são organizados pelo movimento de gás durante a formação do aglomerado.
- O estudo foi aceito para publicação na revista científica Astronomy & Astrophysics.
Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu, pela primeira vez, reconstruir o campo magnético de um aglomerado de galáxias. O alvo da observação foi o Abell 2255, localizado a um bilhão de anos-luz de distância. O trabalho utilizou 224 horas de dados captados pelo radiotelescópio LOFAR, permitindo uma análise detalhada da estrutura magnética em escalas cósmicas. Os resultados revelam que esses campos não possuem uma distribuição aleatória, sendo, na verdade, moldados pela dinâmica de acreção e pelo movimento de gás durante o processo de formação do aglomerado. Esta descoberta é fundamental para a astrofísica, pois fornece evidências sobre como a matéria e a energia interagem em grandes estruturas do universo. O estudo, que detalha a complexa organização magnética do Abell 2255, foi aceito para publicação na revista científica Astronomy & Astrophysics.
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