Estudo aponta mudanças na química do sangue humano ligadas ao CO₂
Pesquisa indica que o aumento de CO₂ na atmosfera pode estar alterando níveis de bicarbonato, cálcio e fósforo no sangue humano desde 1999.
Pontos principais
- Análise de dados de 7 mil pessoas nos EUA entre 1999 e 2020 revelou alterações graduais na composição sanguínea.
- Níveis médios de bicarbonato sérico subiram 7%, enquanto cálcio e fósforo registraram queda.
- O período analisado coincide com a elevação do CO₂ atmosférico de 369 ppm para mais de 420 ppm.
- Especialistas alertam que indicadores podem atingir limites críticos se a tendência de alta for mantida.
- Autores do estudo reforçam que, embora não haja prova de causalidade direta, a composição atmosférica deve ser monitorada como saúde pública.
Um estudo publicado na revista Air Quality, Atmosphere and Health sugere que a crescente concentração de dióxido de carbono na atmosfera pode estar impactando a fisiologia humana. Ao analisar dados de 7 mil indivíduos nos Estados Unidos coletados entre 1999 e 2020, pesquisadores identificaram um aumento de 7% nos níveis de bicarbonato sérico, acompanhado por uma redução nas taxas de cálcio e fósforo. Essas mudanças ocorrem em paralelo ao aumento do CO₂ atmosférico, que passou de 369 ppm para mais de 420 ppm no mesmo intervalo. Embora os autores ressaltem que a pesquisa não estabelece uma relação direta de causa e efeito, o levantamento destaca a necessidade de monitorar a qualidade do ar como uma variável crítica de saúde pública. Caso a tendência persista, especialistas alertam que os biomarcadores sanguíneos podem atingir níveis preocupantes nas próximas décadas.
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