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Tensões no Oriente Médio e balanços pressionam mercados globais

Mercados operam com cautela diante da escalada de tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz e da expectativa pela temporada de balanços nos EUA.

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Foto: InfoMoney
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13/07 às 10:45 · atualizado 15:04

Pontos principais

  • O bloqueio naval ao Irã ordenado pelos EUA elevou o preço do petróleo e a aversão ao risco global.
  • Índices americanos como Nasdaq e S&P 500 recuam em meio à cautela técnica e incertezas geopolíticas.
  • No Brasil, o Ibovespa oscila entre a melhora da inflação local e a pressão externa.
  • Investidores aguardam resultados financeiros de grandes bancos americanos, incluindo JPMorgan e Goldman Sachs.
  • O IPCA de junho abaixo do esperado mantém apostas no ciclo de cortes da taxa Selic no Brasil.

Os mercados financeiros globais enfrentam um período de instabilidade acentuada, pressionados pela escalada das tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. O anúncio de um bloqueio naval ao Irã por parte do governo de Donald Trump elevou o temor de interrupções no fornecimento de petróleo, impactando diretamente o sentimento dos investidores e elevando a volatilidade nos índices acionários. Nos Estados Unidos, o Nasdaq e o S&P 500 operam em queda, refletindo a cautela diante de resistências técnicas e a expectativa pela temporada de balanços corporativos, que trará resultados de instituições como JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Bank of America. Enquanto isso, o Bitcoin permanece sob pressão, negociado abaixo da marca de US$ 70.000.

No cenário brasileiro, o Ibovespa tenta equilibrar os fundamentos domésticos positivos com a incerteza externa. Embora a recente divulgação do IPCA de junho, abaixo das expectativas, tenha reforçado as apostas na continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic e impulsionado o índice para perto dos 178 mil pontos, a aversão ao risco global tem limitado os ganhos. Analistas observam que, enquanto a ponta curta da curva de juros reflete a melhora inflacionária, o dólar e os juros longos demonstram maior sensibilidade aos riscos geopolíticos. O mercado agora monitora se o índice brasileiro conseguirá romper as resistências técnicas entre 178 mil e 181 mil pontos ou se a pressão externa forçará uma reversão na trajetória de recuperação.

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