Zelensky anuncia reforma ministerial e saída da primeira-ministra da Ucrânia
O presidente Volodymyr Zelensky oficializou uma ampla reforma no governo ucraniano, incluindo a renúncia da primeira-ministra Yuliia Svyrydenko.
Pontos principais
- O presidente Volodymyr Zelensky anunciou uma reforma significativa no gabinete ministerial ucraniano neste domingo.
- A primeira-ministra Yuliia Svyrydenko renunciou ao cargo, que ocupava desde julho de 2025.
- Zelensky ofereceu a Svyrydenko uma nova função estratégica focada nas relações internacionais do país.
- A reforma administrativa inclui a substituição de diversos chefes de pastas e de agências de segurança.
- O governo busca acelerar prioridades como a adesão à União Europeia e o fortalecimento das fronteiras.
- A reestruturação ocorre em um momento de lei marcial, com eleições presidenciais suspensas devido ao conflito.
- As mudanças ainda dependem da aprovação formal do Parlamento ucraniano.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, oficializou neste domingo uma ampla reforma em seu gabinete ministerial, marcando a segunda grande reestruturação do governo em menos de um ano. A principal mudança é a renúncia da primeira-ministra Yuliia Svyrydenko, que ocupava o posto desde julho de 2025. Segundo o anúncio oficial, Svyrydenko não deixará a administração pública, tendo recebido uma oferta para assumir uma nova função estratégica voltada às relações internacionais do país. A reforma, que também abrange a substituição de diversos chefes de pastas e de órgãos de segurança e aplicação da lei, reflete uma mudança na estratégia política do governo em um momento de continuidade do conflito. O objetivo central da reestruturação é renovar a gestão pública para acelerar prioridades críticas, com destaque para o processo de adesão à União Europeia e o reforço da segurança nas fronteiras nacionais. As alterações propostas pelo presidente agora seguem para análise e votação no Parlamento ucraniano, que tem mantido um histórico de apoio às decisões de Zelensky desde o início da invasão russa. A movimentação ocorre em um cenário de lei marcial, no qual as eleições presidenciais permanecem suspensas devido à instabilidade do conflito em curso. Analistas apontam que a medida é uma tentativa de consolidar uma nova fase administrativa, garantindo maior eficiência na execução de metas estratégicas sob a liderança do presidente em um momento geopolítico complexo.
Fontes primárias
Zelensky anuncia mudança de estratégia política e renovação do Gabinete de Ministros
Zelensky anuncia que a Ucrânia está mudando sua estratégia política externa: cada área prioritária de política externa passará a ter uma pessoa responsável designada, com experiência substancial. Cita como frentes principais: Estados Unidos (licenças para fabricação de sistemas Patriot e cooperação de segurança bilateral), o projeto antibalístico europeu, integração à União Europeia (avanço claro rumo à adesão), países vizinhos (nova base nas relações, especialmente com Polônia e Hungria), Oriente Médio e Golfo, China, e organizações internacionais-chave capazes de ajudar a encerrar a agressão russa. No âmbito interno, cita necessidade de reforço nas regiões de fronteira sob ataque diário, aumento no fornecimento de armas (incluindo todos os tipos de drones), preparação para o inverno e aceleração da transformação de estatais. Anuncia que, para viabilizar essa estratégia, começarão mudanças de pessoal: após conversa com a primeira-ministra Yuliia Svyrydenko, determinaram que as mudanças exigem renovação do Gabinete de Ministros. Agradece a Svyrydenko pelo trabalho "claro, estável e eficaz" à frente do governo e diz ter oferecido a ela a chance de liderar "uma nova e importante área das relações com um parceiro-chave". Afirma que, junto aos parlamentares, fará as mudanças correspondentes no Governo da Ucrânia, incluindo trocas na liderança de órgãos de segurança pública.
Svyrydenko responde ao anúncio de saída do cargo de primeira-ministra
Svyrydenko confirma ter discutido com o presidente os desafios do país, as mudanças necessárias para fortalecer o trabalho do Governo e as relações com parceiros internacionais. Diz ser grata pela confiança do presidente e pela avaliação positiva do trabalho de sua equipe, e se declara orgulhosa de ter liderado o Governo em "um dos períodos mais difíceis da história moderna da Ucrânia". Agradece às Forças de Defesa e à equipe de governo, citando visitas a regiões de frente de batalha, decisões tomadas sob pressão intensa e a manutenção da economia do país em funcionamento durante o inverno mais difícil. Afirma que ela e o presidente discutiram os próximos passos, e que permanece pronta para servir o Estado ucraniano em qualquer tarefa voltada a fortalecer a posição da Ucrânia, defender os interesses nacionais e aproximar uma paz justa.
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