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Morre aos 74 anos o xeique Hamad bin Khalifa Al Thani, ex-emir do Catar

O ex-emir, que governou o Catar entre 1995 e 2013, foi o principal responsável por transformar o país em uma potência econômica e diplomática global.

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Foto: G1 Mundo
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12/07 às 03:02 · atualizado 13:45

Pontos principais

  • Hamad bin Khalifa Al Thani governou o Catar por 18 anos, após assumir o poder em 1995.
  • Chegou ao poder em 1996 após um golpe de Estado sem derramamento de sangue contra seu pai.
  • Foi o principal arquiteto da estratégia que tornou o país um dos maiores exportadores de gás natural liquefeito do mundo.
  • Fundou a rede de televisão Al Jazeera, ampliando significativamente a influência geopolítica e midiática do emirado.
  • Realizou uma abdicação inédita na região em 2013, transferindo o trono para seu filho, Tamim bin Hamad Al Thani.
  • Sob sua gestão, o Catar consolidou-se como mediador em conflitos internacionais e conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022.
  • Manteve uma política externa independente, estabelecendo laços com grupos como Hamas e Talibã, o que gerou atritos diplomáticos com vizinhos árabes.

O xeique Hamad bin Khalifa Al Thani, ex-emir do Catar, faleceu aos 74 anos, conforme anunciado pela agência estatal de notícias do país. O líder, que governou o emirado de 1995 a 2013, assumiu o poder após um golpe de Estado sem derramamento de sangue contra seu pai em 1996. Durante seu mandato, foi o principal responsável por uma transformação profunda na infraestrutura e na economia nacional. Ao focar na exploração das vastas reservas de gás natural liquefeito, ele posicionou o Catar como um player central no mercado energético global, garantindo a prosperidade financeira que permitiu a modernização das instituições e a expansão da presença internacional do país.

Além do desenvolvimento econômico, Hamad bin Khalifa Al Thani buscou ampliar a influência geopolítica do Catar através da criação da rede de televisão Al Jazeera e de uma política externa ativa, que estabeleceu o país como um mediador chave em diversos conflitos regionais. Sua gestão foi marcada por uma postura diplomática complexa, incluindo laços com grupos como o Hamas e o Talibã, e pela conquista do direito de sediar a Copa do Mundo de 2022. Em 2013, o xeique protagonizou um movimento raro na política do Oriente Médio ao abdicar voluntariamente do trono em favor de seu filho, o atual emir Tamim bin Hamad Al Thani. A transição pacífica de poder consolidou seu legado como um dos arquitetos do Catar contemporâneo.

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