Bayer vende fatia em negócio de contraceptivos por 3 bilhões de euros
A farmacêutica alemã Bayer vendeu uma participação minoritária de sua divisão de contraceptivos para a Apollo Global Management visando fortalecer seu balanço.
Pontos principais
- A transação foi avaliada em 3 bilhões de euros (aproximadamente R$ 17,53 bilhões).
- A Apollo Global Management adquiriu uma participação minoritária na unidade de contraceptivos de longa duração da Bayer.
- A Bayer manterá o controle operacional e a maioria das ações da nova estrutura criada para os ativos.
- O capital será utilizado para otimizar a estrutura financeira e reduzir dívidas da companhia.
- A empresa enfrenta custos elevados devido a litígios judiciais nos EUA envolvendo o herbicida Roundup.
- A conclusão do negócio está prevista para ocorrer no terceiro trimestre de 2026.
- Após o anúncio da operação, as ações da Bayer na Bolsa de Frankfurt registraram queda de 1%.
A farmacêutica alemã Bayer anunciou a venda de uma fatia minoritária em seu negócio de contraceptivos reversíveis de longa duração para a gestora Apollo Global Management. A operação, avaliada em 3 bilhões de euros, faz parte de uma estratégia mais ampla da companhia para otimizar seu portfólio de ativos e fortalecer sua estrutura de capital. Apesar da venda, a Bayer assegurou que manterá o controle operacional e a participação majoritária na unidade, garantindo a continuidade da gestão sobre os produtos envolvidos.
O movimento ocorre em um momento de pressão financeira para a empresa, que lida com custos crescentes decorrentes de litígios judiciais nos Estados Unidos. A Bayer enfrenta diversos processos relacionados ao herbicida Roundup, sob alegações de que o produto causaria câncer, o que tem impactado significativamente o balanço financeiro da multinacional. A injeção de capital proveniente do acordo com a Apollo busca oferecer maior flexibilidade à farmacêutica para gerenciar suas obrigações e dívidas. O mercado reagiu com cautela ao anúncio, com as ações da empresa apresentando uma leve desvalorização de 1% na Bolsa de Frankfurt.
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