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Incêndio em fábrica de calçados na China deixa 28 mortos

Um incêndio na fábrica Huiteng, em Jinjiang, resultou em 28 mortes e levou o governo chinês a ordenar uma investigação rigorosa sobre as causas do desastre.

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Foto: NYTimes World
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09/07 às 08:33 · atualizado há 3d

Pontos principais

  • O incêndio atingiu a fábrica Huiteng Shoes, localizada em Jinjiang, província de Fujian.
  • Das 239 pessoas presentes no edifício no momento do incidente, 28 morreram e 213 foram resgatadas.
  • Investigações preliminares apontam que materiais inflamáveis e escadas obstruídas dificultaram a evacuação.
  • O presidente Xi Jinping ordenou esforços intensos de resgate e uma investigação rigorosa sobre o caso.
  • Responsáveis pela empresa foram detidos e as contas bancárias da fábrica foram congeladas pelas autoridades.
  • Jinjiang é um polo industrial estratégico, responsável por cerca de 20% da produção global de calçados.
  • Equipes de resgate mobilizaram 183 bombeiros e 35 veículos para conter as chamas.

Um incêndio de grandes proporções atingiu a fábrica de calçados Huiteng, situada na cidade de Jinjiang, província de Fujian, na China. O incidente, ocorrido na última quinta-feira, resultou na morte de 28 pessoas, tornando-se um dos desastres industriais mais letais registrados no país nos últimos anos. De acordo com informações oficiais, 239 funcionários estavam no local no momento em que as chamas começaram, sendo que 213 conseguiram ser resgatados pelas equipes de emergência. A operação de combate ao fogo mobilizou 183 bombeiros e 35 veículos especializados.

As autoridades locais iniciaram uma investigação detalhada para apurar as causas do incêndio. Relatos preliminares indicam que a presença de materiais altamente inflamáveis, comuns na indústria de calçados, contribuiu para a rápida propagação do fogo. Além disso, investigadores apontaram que obstruções nas escadas de emergência dificultaram a saída dos trabalhadores, agravando o número de vítimas. Em resposta, os responsáveis pela fábrica foram detidos e as contas bancárias da empresa foram congeladas para assegurar a condução do processo legal.

O presidente chinês, Xi Jinping, manifestou-se sobre a tragédia, ordenando esforços intensos de resgate e assistência às vítimas, além de exigir rigor na apuração das responsabilidades. O episódio ganha relevância especial devido à localização da fábrica: Jinjiang é um dos maiores polos industriais do setor calçadista mundial, sendo responsável por aproximadamente 20% da produção global de sapatos. O desastre levanta novos debates sobre as condições de segurança e o cumprimento de normas de prevenção contra incêndios em centros industriais de alta densidade na China.

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