Azul celebra retorno à NYSE após concluir reestruturação financeira
Companhia aérea oficializa relistagem na bolsa de Nova York e projeta crescimento de 150% em valor de mercado até 2029.
Pontos principais
- A Azul concluiu seu processo de reestruturação financeira sob o Chapter 11 nos Estados Unidos.
- As ações da empresa voltaram a ser negociadas na NYSE, registrando alta de 4,70% na estreia.
- A companhia estabeleceu a meta de reduzir sua dívida líquida para menos de 1,5 vez o EBITDA até 2029.
- O CEO John Rodgerson afirmou que a empresa está preparada para enfrentar riscos globais, como a volatilidade de combustíveis.
A Azul oficializou seu retorno à Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) com a tradicional cerimônia de abertura do pregão, marcando o encerramento formal de seu processo de reestruturação financeira sob a legislação americana do Chapter 11. Durante o evento, as ações da companhia registraram uma valorização de 4,70%, refletindo a confiança do mercado na nova estrutura de capital da empresa. O CEO John Rodgerson destacou que a Azul superou os desafios impostos pela pandemia e pela desvalorização cambial, apresentando indicadores financeiros de receita e EBITDA que já superam os níveis observados antes da crise sanitária.
Para os próximos anos, a companhia traçou um plano estratégico ambicioso com foco em crescimento sustentável e fortalecimento de seu balanço. A meta central é reduzir a relação entre dívida líquida e EBITDA para um patamar inferior a 1,5 vez até 2029, período no qual a empresa projeta uma valorização de 150% em seu valor de mercado. Apesar de manter cautela diante de incertezas globais, como a volatilidade dos preços de combustíveis e tensões geopolíticas, a gestão reforça que a diversificação de receitas — que inclui operações de viagens e programas de fidelidade — e a simplificação da estrutura de capital posicionam a Azul para uma nova fase de expansão operacional.
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