União Europeia planeja maior flexibilidade em mercado de carbono
Reforma do ETS prevê prazos estendidos e licenças gratuitas para aliviar custos industriais e manter a competitividade do bloco.
Pontos principais
- A proposta de reforma do ETS será apresentada oficialmente em 17 de julho.
- O plano prevê estender o prazo para emissões de CO2 até a década de 2040.
- Indústrias poderão receber mais licenças gratuitas em troca de investimentos em descarbonização.
- A medida reduz o fator de redução linear e incentiva o uso de receitas do ETS para apoiar setores afetados.
- O objetivo é equilibrar metas climáticas com a viabilidade econômica frente ao imposto de fronteira de carbono.
A União Europeia planeja introduzir maior flexibilidade em seu mercado de carbono (ETS) para aliviar pressões operacionais sobre o setor industrial. A reforma, que será apresentada em 17 de julho, prevê a extensão do prazo para emissões de CO2 até a década de 2040 e a oferta de mais licenças gratuitas para empresas que investirem em descarbonização. O projeto também inclui a redução do fator de redução linear, que dita o ritmo anual de cortes, e incentiva governos nacionais a destinar receitas do mercado para setores impactados. Com essas medidas, a Comissão Europeia busca garantir a competitividade das companhias europeias frente ao imposto de fronteira de carbono, mantendo o compromisso com a transição para tecnologias sustentáveis e oferecendo um ambiente mais previsível para o planejamento de longo prazo.
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