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Google investe em startup alemã para criar usina de fusão nuclear

A Proxima Fusion captou 411 milhões de euros com apoio do Google para desenvolver a primeira usina comercial de fusão nuclear da Europa.

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Foto: Proximafusion
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07/07 às 03:01 · atualizado 13:05

Pontos principais

  • A rodada de investimentos de 411 milhões de euros avaliou a Proxima Fusion em 2,4 bilhões de euros.
  • O aporte foi liderado pela XTX Ventures e East X Ventures, com participação estratégica do Google e da RWE.
  • A startup, sediada em Munique, é agora a empresa de fusão nuclear mais bem financiada da Europa.
  • O projeto utilizará a tecnologia de stellarator para a contenção de plasma em reatores.
  • A usina será construída em Gundremmingen, em um antigo terreno de fissão nuclear da RWE na Baviera.
  • O cronograma da empresa prevê um reator de demonstração para o início da década de 2030.
  • A meta é viabilizar a operação comercial da usina de fusão na segunda metade da década de 2030.
  • O Google busca diversificar sua matriz energética para sustentar a crescente demanda de data centers e IA.
  • A tecnologia de stellarator é apontada pela empresa como uma alternativa mais estável que os tokamaks tradicionais.

A startup alemã Proxima Fusion, sediada em Munique, anunciou a conclusão de uma rodada de investimentos de 411 milhões de euros, avaliando a companhia em 2,4 bilhões de euros. O aporte, liderado pela XTX Ventures e East X Ventures, contou com a participação estratégica do Google e da gigante de energia RWE. Este movimento marca a primeira vez que o Google investe em uma empresa europeia de fusão nuclear, reforçando a estratégia da big tech em garantir fontes de energia limpa e escalável para suprir a demanda energética intensiva de seus data centers e infraestruturas de inteligência artificial. Com este financiamento, a Proxima Fusion consolida-se como a empresa do setor mais bem capitalizada do continente europeu. O capital será direcionado para o desenvolvimento do projeto Alpha, uma instalação de demonstração que será erguida em Gundremmingen, na Baviera, aproveitando a infraestrutura de um antigo sítio de fissão nuclear desativado pela RWE. A empresa aposta na tecnologia de stellarator, um dispositivo complexo que utiliza campos magnéticos para conter o plasma, visando alcançar uma operação contínua mais estável do que os modelos de tokamak tradicionais. A Proxima Fusion planeja ter seu reator de demonstração operacional no início da década de 2030, com o objetivo de inaugurar a primeira usina comercial de fusão nuclear da Europa na segunda metade da mesma década. A fusão nuclear é amplamente considerada o 'santo graal' da energia limpa, por prometer uma fonte quase inesgotável de eletricidade sem a emissão de gases de efeito estufa ou os resíduos de longa duração associados à fissão nuclear convencional. O interesse de grandes corporações, como o Google e a RWE, reflete uma corrida global para transformar essa tecnologia experimental em uma solução comercial viável. O sucesso da Proxima Fusion é visto como um passo fundamental para a soberania energética europeia e para a transição global para fontes de energia de próxima geração. Ao integrar o desenvolvimento tecnológico com o suporte de infraestrutura industrial existente, a startup busca mitigar os riscos técnicos e regulatórios inerentes ao campo da fusão, posicionando-se na vanguarda da corrida tecnológica que promete revolucionar a matriz energética mundial nas próximas décadas.

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