Déficit comercial dos EUA salta 42% em maio e atinge maior nível em um ano
O desequilíbrio comercial americano subiu para US$ 77,6 bilhões, pressionado pelo aumento das importações de bens de capital e queda nas exportações.
Pontos principais
- O déficit comercial dos EUA cresceu 42,2% em maio, alcançando US$ 77,6 bilhões.
- Importações subiram 3,3%, impulsionadas por investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.
- Exportações recuaram 3,2% no período, com destaque para a queda nas vendas de medicamentos.
- A política tarifária do governo Trump enfrenta desafios para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
- O desequilíbrio comercial deve continuar exercendo pressão negativa sobre o PIB americano no segundo trimestre de 2026.
O déficit comercial dos Estados Unidos registrou um aumento expressivo em maio, atingindo US$ 77,6 bilhões, o maior patamar observado em mais de doze meses. O resultado foi impulsionado por uma combinação de crescimento de 3,3% nas importações e uma retração de 3,2% no volume de exportações. O aumento nas compras externas foi puxado, em grande parte, pelo recorde histórico na importação de bens de capital, refletindo o intenso ciclo de investimentos em equipamentos para centros de dados voltados à inteligência artificial.
O cenário desafia a estratégia comercial do governo Trump, que tem buscado reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros por meio de tarifas. Apesar da imposição de taxas, o país ainda enfrenta dificuldades em equilibrar a balança comercial. Paralelamente, a política tarifária tem gerado tensões internacionais, com países como o Brasil contestando investigações comerciais americanas. Com o comércio exterior atuando como um fator de pressão negativa, analistas projetam que o desempenho das trocas globais continue a impactar o crescimento do PIB americano ao longo do segundo trimestre de 2026.
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