Exposição no Rio debate impactos da mineração de lítio no Jequitinhonha
Mostra fotográfica questiona os custos socioambientais da extração de lítio no Vale do Jequitinhonha, região que concentra 85% das reservas do país.
Pontos principais
- A exposição 'Zona de Sacrifício: do ouro ao pó', de Isis Medeiros, está em cartaz no Rio de Janeiro até 2 de novembro.
- O Vale do Jequitinhonha detém 85% das reservas brasileiras de lítio, mineral estratégico para a transição energética global.
- O projeto utiliza fotografia e instalações para criticar o modelo de mineração intensiva e seus efeitos sobre comunidades tradicionais.
- A programação inclui debates com especialistas e atingidos por desastres minerários, como Helena Taliberti.
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro, recebe a exposição 'Zona de Sacrifício: do ouro ao pó', da fotógrafa Isis Medeiros. A mostra propõe uma reflexão crítica sobre o modelo de mineração intensiva no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, região que abriga 85% das reservas de lítio do Brasil. O mineral, considerado essencial para a transição energética e a fabricação de baterias, tem sido alvo de intensa exploração, gerando debates sobre a sustentabilidade do chamado 'capitalismo verde'. Através de fotografias e instalações, o trabalho destaca a pressão exercida sobre comunidades tradicionais e os impactos ambientais decorrentes da extração. Além da exibição, o projeto promove rodas de conversa com especialistas e pessoas afetadas por desastres minerários, buscando ampliar a discussão sobre os custos sociais e ecológicos da corrida mineral no país.
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