Alemanha acusa autoridades ucranianas por sabotagem do Nord Stream
Promotores alemães denunciam ex-oficial ucraniano e apontam envolvimento de autoridades de Kiev nas explosões dos gasodutos Nord Stream em 2022.
Pontos principais
- O Ministério Público Federal da Alemanha formalizou a denúncia contra um ex-oficial das forças armadas da Ucrânia, identificado como Serhii K.
- Investigações indicam que o suspeito agiu sob ordens diretas de autoridades estatais ucranianas para destruir a infraestrutura submarina.
- O ataque aos gasodutos Nord Stream 1 e 2 ocorreu meses após o início da invasão russa à Ucrânia em 2022.
- O suspeito foi detido na Itália em 2025 e nega as acusações, enquanto o governo ucraniano mantém silêncio sobre o caso.
- A formalização da acusação contra autoridades de Kiev ameaça elevar as tensões diplomáticas entre Berlim e o governo ucraniano.
- O incidente causou danos severos a infraestruturas críticas de energia, impactando o mercado europeu de gás natural.
O Ministério Público Federal da Alemanha formalizou a denúncia contra um cidadão ucraniano, identificado como Serhii K., por seu suposto envolvimento na sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 em 2022. Segundo as autoridades alemãs, o suspeito, detido na Itália em 2025, teria operado sob ordens de oficiais do governo da Ucrânia. A investigação detalha que explosivos de uso militar foram fixados na infraestrutura submarina a partir de um iate alugado, visando desestabilizar a economia russa ao impedir receitas provenientes da exportação de gás natural para o mercado europeu. O réu nega qualquer participação no planejamento ou execução do ataque.
A acusação de que autoridades estatais ucranianas ordenaram a operação representa um desdobramento crítico nas investigações sobre a destruição de infraestrutura energética, ocorrida meses após o início da invasão russa ao território ucraniano. Embora a Alemanha mantenha um papel central no apoio militar à Ucrânia, a confirmação do envolvimento direto de Kiev no ataque coloca o relacionamento diplomático entre os dois países sob pressão. Até o momento, o governo ucraniano não emitiu um posicionamento oficial sobre as alegações, enquanto o caso segue sendo monitorado como um ponto de tensão geopolítica decorrente do conflito na região.
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