Plataforma deixará de monetizar faixas totalmente criadas por IA a partir de agora e implementará selos de identificação em julho.
O Tidal anunciou uma mudança significativa em sua política de conteúdo para lidar com o crescente volume de músicas geradas por inteligência artificial. A partir de agora, a plataforma deixará de atribuir royalties a qualquer obra identificada como sendo 100% produzida por ferramentas de IA. A empresa, que pertence à Block, de Jack Dorsey, reforçou que sua prioridade é proteger a autenticidade dos artistas e garantir que a remuneração seja direcionada a trabalhos criados por pessoas. Além da demonetização, o serviço implementará, a partir de 15 de julho, um sistema de rotulagem visual para identificar essas faixas aos ouvintes.
A iniciativa também estabelece um combate mais rigoroso contra fraudes, incluindo músicas que utilizam a voz ou a imagem de artistas sem autorização. O Tidal informou que espera a colaboração de distribuidores de terceiros para a identificação prévia desse conteúdo. A decisão coloca o Tidal em um movimento similar ao de outros players do mercado, como Spotify e Deezer, que também têm adotado ferramentas de detecção e selos de verificação para gerenciar o impacto da IA generativa na indústria musical.
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