Open Standard lança stablecoin OpenUSD com apoio de Visa e Stripe
Consórcio de mais de 140 empresas, incluindo Visa e BlackRock, lança stablecoin lastreada em dólar com foco em compartilhamento de rendimentos.
Pontos principais
- O projeto conta com o suporte de gigantes como Visa, Mastercard, Stripe, BlackRock, Coinbase, BNY Mellon e Alphabet.
- A OpenUSD é lastreada em dólar e títulos do Tesouro americano, operando como uma infraestrutura neutra sem taxas de emissão ou resgate.
- O modelo econômico repassa a maior parte dos rendimentos das reservas aos parceiros e distribuidores que geram volume na rede.
- A iniciativa surge em um cenário de maior apoio regulatório nos EUA sob a gestão do presidente Donald Trump.
- A governança é compartilhada entre os membros do consórcio, que se posicionam fora do ecossistema de emissores como Tether e Circle.
O consórcio Open Standard anunciou o lançamento da OpenUSD, uma nova stablecoin que se posiciona como uma infraestrutura financeira neutra e compartilhada. O projeto reúne mais de 140 empresas, incluindo líderes globais como Visa, Mastercard, Stripe, BlackRock, BNY Mellon, Alphabet e Coinbase. Diferente de modelos proprietários tradicionais, a iniciativa elimina taxas de emissão e resgate, estabelecendo um sistema que repassa quase todos os rendimentos das reservas — compostas por dólares e títulos do Tesouro americano — aos distribuidores que geram volume na rede. Esta colaboração marca uma integração significativa entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema de criptoativos, com a governança sendo conduzida de forma compartilhada entre os parceiros para garantir transparência e descentralização.
A iniciativa ganha relevância em um contexto de maior abertura regulatória nos Estados Unidos sob a gestão do presidente Donald Trump, buscando transformar o mercado ao priorizar a colaboração entre instituições em vez da captura de valor por um único emissor centralizado. Ao contrário de stablecoins dominantes no mercado, como Tether (USDT) e Circle (USDC), a OpenUSD é estruturada como uma coalizão aberta. A proposta visa criar uma infraestrutura de alta capacidade de processamento e baixo custo, consolidando um novo padrão de governança onde os participantes do ecossistema compartilham os benefícios financeiros gerados pelo ativo.
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