Fundos imobiliários têm pior primeiro semestre desde 2022
O índice IFIX registrou alta de apenas 0,83% no período, pressionado pela inflação e pela elevação da taxa Selic para 14%.
Pontos principais
- O IFIX apresentou o desempenho semestral mais fraco dos últimos quatro anos.
- A taxa Selic subiu de 12% para 14%, conforme dados do Boletim Focus, impactando o setor.
- O fundo CACR11 registrou queda de 63% após a suspensão de dividendos.
- O fundo BROF11 liderou os ganhos do período com valorização de 18,16%.
- Analistas recomendam cautela e foco em fundos de recebíveis para o segundo semestre.
O mercado de fundos imobiliários (FIIs) encerrou o primeiro semestre de 2026 com o desempenho mais contido desde 2022. O índice IFIX acumulou uma alta de apenas 0,83%, refletindo um cenário macroeconômico desafiador marcado pela inflação persistente e pela trajetória de alta da taxa Selic, que atingiu 14% segundo o Boletim Focus. A mudança nas expectativas de juros reduziu o apetite ao risco dos investidores, gerando volatilidade no setor. Entre os destaques individuais, o fundo CACR11 sofreu uma desvalorização expressiva de 63% após a interrupção de seus pagamentos de dividendos, enquanto o BROF11 se sobressaiu com um ganho de 18,16%. Diante da incerteza econômica, especialistas mantêm uma postura cautelosa para os próximos meses, sugerindo que investidores priorizem fundos de recebíveis como estratégia de proteção contra a volatilidade e os juros elevados.
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