O supercomputador chinês LineShine superou o americano El Capitan, alcançando a marca de 2.000 exaflops apesar das restrições comerciais dos EUA.
A China reassumiu o topo do ranking global de supercomputação com o lançamento do LineShine, que superou o americano El Capitan ao ultrapassar a marca de 2.000 exaflops. O feito é considerado relevante por ocorrer em um cenário de restrições impostas pelo governo de Donald Trump à exportação de chips de alto desempenho para o país asiático. Diferente da tendência ocidental de utilizar GPUs para processamento paralelo, o LineShine aposta em uma arquitetura própria baseada em 45 mil processadores LX2 e na rede de alta velocidade LingQi. Embora o sistema chinês apresente uma performance 20% superior ao seu concorrente americano, ele ainda enfrenta desafios em termos de eficiência energética, registrando um consumo de 42,2 megawatts. A conquista demonstra a capacidade chinesa de desenvolver infraestrutura de computação de alto desempenho de forma independente, contornando barreiras tecnológicas internacionais.
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