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Brasil ganha 9,2 mil novos milionários em 2025, mas mantém desigualdade

O país somou 25 novos milionários por dia em 2025, totalizando 386 mil, enquanto a financeirização do patrimônio e a desigualdade social seguem em patamares elevados.

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Foto: InfoMoney
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30/06 às 09:32 · atualizado 19:34

Pontos principais

  • O Brasil encerrou 2025 com 386 mil milionários, um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior.
  • O país registrou a criação de cerca de 25 novos milionários por dia ao longo de 2025.
  • Cerca de 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros está alocada em ativos financeiros.
  • O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking global de desigualdade, com coeficiente de Gini de 0,81.
  • Cerca de 70% da população adulta brasileira detém um patrimônio inferior a US$ 10 mil.
  • A riqueza média real por adulto no Brasil recuou 3,13% desde 2020, impactada pela inflação e volatilidade cambial.
  • O endividamento das famílias brasileiras alcançou 23,4% da riqueza bruta, um dos maiores índices mundiais.

O Brasil registrou a entrada de 9.215 novos milionários em 2025, elevando o total para 386 mil pessoas, segundo o Global Wealth Report 2026 do banco UBS. O relatório aponta que o país criou uma média de 25 novos milionários por dia no período, consolidando sua posição de liderança na concentração de riqueza na América Latina. O critério considera milionários os indivíduos com patrimônio superior a US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 5,1 milhões. Apesar do crescimento de 2,4% no segmento de alta renda, o país permanece entre os mais desiguais do mundo, com um coeficiente de Gini de 0,81.

Um dos destaques do levantamento é a alta financeirização do patrimônio nacional, com 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros alocada em ativos financeiros, colocando o país entre os dez mais financeirizados globalmente. Esse cenário contrasta com a fragilidade da base da pirâmide: 70% da população adulta possui menos de US$ 10 mil em patrimônio. Além disso, a riqueza média real por adulto apresentou queda de 3,13% desde 2020, pressionada pela inflação e pela volatilidade cambial. O endividamento das famílias, que atinge 23,4% da riqueza bruta, reforça os desafios estruturais para a distribuição de renda, mesmo com a expansão observada no topo da pirâmide financeira.

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