Fenômeno climático tem 63% de chance de ser severo, ameaçando a safra agrícola brasileira e pressionando indicadores macroeconômicos.
Um relatório recente do Itaú BBA alerta para os impactos macroeconômicos do fenômeno El Niño previsto para o ciclo 2026-2027. Com 63% de probabilidade de ser classificado como muito forte, o evento climático deve afetar de forma desigual as regiões brasileiras, trazendo riscos de estiagem para o Centro-Oeste e o MATOPIBA, enquanto o Sul do país deve enfrentar chuvas volumosas. A instabilidade climática coloca em xeque a safra recorde de soja, fator que pode pressionar o câmbio e o PIB do agronegócio brasileiro.
A análise destaca que empresas listadas na B3, especialmente nos setores de energia, logística e agronegócio, possuem diferentes graus de resiliência frente a essas variações. Enquanto o Brasil lida com esses desafios, a América Latina apresenta cenários distintos: a Argentina deve ser beneficiada pelo regime de chuvas, ao passo que países como Colômbia e Peru enfrentam pressões inflacionárias e riscos à infraestrutura.
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