Presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, anuncia renúncia e novas eleições
Pressionado por protestos após a tragédia em Novi Sad, o presidente Aleksandar Vučić confirmou que deixará o cargo e convocou eleições antecipadas no país.
Pontos principais
- Aleksandar Vučić anunciou formalmente sua renúncia em 27 de junho de 2026.
- A decisão ocorre após meses de intensos protestos contra corrupção e falhas na gestão pública.
- O desabamento da estação ferroviária de Novi Sad em 2024, que causou 16 mortes, foi o principal catalisador das manifestações.
- A renúncia antecipa o pleito presidencial e parlamentar, originalmente previsto para 2027.
- Vučić, líder do Partido Progressista Sérvio, dominou a política nacional por mais de uma década.
- O presidente não estabeleceu uma data precisa para a efetivação da saída ou para a realização das novas eleições.
- Especula-se que Vučić possa buscar o cargo de primeiro-ministro, que detém maior poder formal no sistema político sérvio.
O presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, anunciou formalmente neste sábado, 27 de junho de 2026, que renunciará ao cargo nas próximas semanas. A decisão, que antecipa o fim de seu mandato previsto para 2027, foi acompanhada pela convocação de eleições presidenciais e parlamentares antecipadas. O anúncio ocorreu durante um ato político em Belgrado, marcando uma mudança significativa no cenário sérvio, onde Vučić exerceu influência central como primeiro-ministro e presidente por mais de uma década. Embora a data exata da renúncia ainda não tenha sido definida, o movimento é visto como uma tentativa de conter a instabilidade política e buscar nova legitimidade nas urnas para o Partido Progressista Sérvio.
A saída antecipada é uma resposta direta a meses de mobilizações populares, que ganharam força após o desabamento da estação ferroviária de Novi Sad em 2024, tragédia que resultou em 16 mortes. O movimento, que conta com uma liderança expressiva de estudantes, denuncia falhas estruturais em projetos de construção e casos de corrupção sistêmica na gestão pública. Nos bastidores, analistas especulam que o presidente possa tentar uma transição para o cargo de primeiro-ministro, posto que, no sistema político local, é considerado formalmente mais poderoso que a presidência.
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