Engenheiro de IA afirma ter decifrado a escrita Linear A
Tom Di Mino utilizou ferramentas de IA para traduzir o sistema de escrita minoico, um desafio linguístico que persistia há mais de um século.
Pontos principais
- O sistema Linear A, utilizado na Creta da Idade do Bronze, era considerado indecifrável por especialistas há mais de 100 anos.
- Tom Di Mino utilizou scripts em Python e o Claude Code para analisar bases de dados linguísticas como GORILA e SigLA.
- A proposta inclui a leitura fonética de 40 sinais, sendo 13 deles anteriormente desconhecidos.
- O pesquisador criou um léxico com 408 termos, classificando o Linear A como uma língua semítica extinta.
- O trabalho está sob revisão de especialistas em linguística das universidades de Rutgers e Cambridge.
- A metodologia permitiu a resolução de cinco valores sonoros do Linear B, o que, segundo o autor, valida suas descobertas.
O engenheiro de IA autodidata Tom Di Mino anunciou a decifração do Linear A, um sistema de escrita da civilização minoica datado entre 1800 a.C. e 1400 a.C. Utilizando ferramentas computacionais para processar grandes volumes de dados, Di Mino sistematizou a análise de inscrições que historicamente exigiam décadas de esforço manual. O pesquisador afirma que o idioma é um precursor semítico de línguas como o hebraico e o árabe, baseando sua tese na identificação de padrões em orações religiosas.
Embora o feito represente um avanço potencial no uso de IA para a linguística histórica, os resultados ainda aguardam validação acadêmica formal. Especialistas das universidades de Cambridge e Rutgers estão revisando a metodologia e o léxico proposto. Caso confirmada, a descoberta pode abrir precedentes para a aplicação de modelos de machine learning na resolução de outros sistemas de escrita antigos que permanecem sem tradução.
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