O governo do Bahrein restringiu celebrações do Ashura, intensificando o controle sobre a população xiita sob alegação de lealdade ao Irã.
O governo do Bahrein implementou novas restrições às celebrações do Ashura, um dos feriados mais sagrados para a comunidade xiita. A medida faz parte de uma ofensiva mais ampla das autoridades contra cidadãos acusados de manterem lealdade ao Irã, em um momento de acentuada instabilidade geopolítica na região. Enquanto o governo justifica as limitações como uma questão de segurança nacional, ativistas de direitos humanos denunciam a ação como uma violação sistemática da liberdade religiosa e uma forma de perseguição política contra a maioria xiita do país. A situação evidencia a fragilidade das relações diplomáticas entre o Bahrein e o Irã, com o governo local utilizando o controle sobre práticas religiosas como ferramenta para conter influências externas e dissidentes internos em um ambiente de crescente polarização.
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