Governo britânico teria evitado denunciar apoio externo a milícias no Sudão para preservar relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos.
O governo britânico enfrenta acusações de ter priorizado interesses geopolíticos e laços comerciais com os Emirados Árabes Unidos em detrimento da prevenção de atrocidades em massa no Sudão. Segundo relatos que serão apresentados ao parlamento britânico pelo pesquisador Nathaniel Raymond, de Yale, o Reino Unido recebeu inteligência em 2024 ligando atores externos, incluindo a Etiópia e os Emirados Árabes Unidos, ao suporte das Rapid Support Forces, milícia envolvida em crimes contra a humanidade. Funcionários do Foreign Office teriam admitido internamente que a pressão diplomática dos Emirados impediu que Londres adotasse uma postura pública mais incisiva. A revelação coloca em xeque a política externa britânica, sugerindo que a manutenção de alianças estratégicas no Oriente Médio prevaleceu sobre a resposta a um dos conflitos mais graves da atualidade, levantando questionamentos sobre a ética e a transparência nas relações internacionais do país.
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