O Museu da Diversidade Sexual promove evento para discutir a preservação do Pajubá como patrimônio linguístico e ferramenta de resistência.
O Museu da Diversidade Sexual realiza nesta quinta-feira um debate focado no reconhecimento do Pajubá como patrimônio linguístico. Criada pela comunidade LGBTQIA+, a linguagem utiliza termos de origem africana e europeia e desempenhou um papel fundamental como ferramenta de proteção e resistência para travestis e pessoas trans durante o período da Ditadura Militar. Historicamente estigmatizado e associado à marginalidade, o Pajubá enfrenta atualmente um processo de esquecimento entre as novas gerações. O evento busca reverter esse cenário, promovendo a preservação da memória cultural da comunidade. Especialistas defendem que a revitalização da língua ocorra por meio de sua integração em produções artísticas, como o cinema, a música e a literatura, garantindo que esse legado de sobrevivência e identidade permaneça vivo como parte essencial da história social brasileira.
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