Instituições financeiras brasileiras estudam o caso mexicano para adaptar o compliance após o PCC e o CV serem classificados como terroristas pelos EUA.
Bancos brasileiros iniciaram um processo de consulta com instituições mexicanas para compreender os impactos da recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. A preocupação do setor financeiro nacional é evitar o cenário observado no México, onde três instituições financeiras foram proibidas de operar com o sistema americano e acabaram fechadas após serem acusadas de facilitar a lavagem de dinheiro para cartéis de drogas. A mudança exige que os bancos brasileiros superem a verificação básica de listas de sanções, implementando processos de diligência mais rigorosos para identificar vínculos indiretos com as facções.
A consultoria Eurasia avalia que, embora o impacto econômico direto para o Brasil deva ser modesto, o ônus operacional para o setor privado será significativo. Além das instituições financeiras, empresas de setores como energia, logística e agronegócio precisarão revisar suas operações para mitigar riscos de exposição a grupos designados. O governo brasileiro, por sua vez, mantém a cooperação no combate ao crime organizado, mas descarta ações militares, tratando a medida americana como uma decisão de forte conteúdo político.
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