Estudo sobre câncer renal perto de fábrica de químicos gera críticas
Especialistas questionam metodologia de relatório oficial sobre incidência de câncer renal próximo a fábrica de PFOA em Lancashire.
Pontos principais
- A fábrica da AGC Chemicals Europe, em Lancashire, emitiu 49 toneladas de PFOA entre 1950 e 2012.
- O PFOA é um composto químico persistente classificado como carcinogênico e banido globalmente em 2020.
- Pesquisadores apontam falhas metodológicas no estudo financiado pelo governo sobre a saúde local.
- A AGC Chemicals assumiu a operação da unidade em 1999 e cessou o uso da substância em 2012.
Um estudo financiado pelo governo britânico sobre as taxas de câncer renal nas proximidades da fábrica da AGC Chemicals Europe, em Thornton-Cleveleys, Lancashire, tornou-se alvo de intensas críticas por parte da comunidade científica. Especialistas questionam a metodologia e as conclusões apresentadas, que avaliam o impacto da exposição ao PFOA, uma substância química persistente utilizada na produção industrial. Entre as décadas de 1950 e 2012, a unidade emitiu cerca de 49 toneladas do composto, que é classificado como carcinogênico e teve seu uso banido globalmente em 2020. A AGC Chemicals, que adquiriu a planta em 1999, interrompeu a utilização da substância em 2012. A controvérsia ressalta a preocupação contínua com os efeitos de longo prazo de poluentes industriais na saúde pública e a necessidade de maior transparência em avaliações de risco ambiental.
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