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Azzas 2154 contrata Morgan Stanley para avaliar venda da marca Farm

O grupo contratou o Morgan Stanley para analisar alternativas para a Farm Rio, em meio a rumores de venda e tensões societárias entre seus controladores.

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Foto: InvestNews
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19/06 às 16:03 · atualizado 20/06 às 00:02

Pontos principais

  • O grupo Azzas 2154 contratou o Morgan Stanley para avaliar alternativas estratégicas para a marca Farm Rio.
  • A movimentação ocorre em meio a rumores de mercado sobre uma possível venda da operação internacional por cerca de US$ 1 bilhão.
  • A Farm Rio é a principal divisão do grupo, sendo a única a apresentar crescimento no primeiro trimestre de 2026.
  • A empresa esclareceu que, até o momento, não há decisão tomada sobre a venda da marca.
  • A disputa societária entre os controladores Alexandre Birman e Roberto Jatahy escalou, levando à unificação de processos de arbitragem.
  • As ações da companhia (AZZA3) acumulam queda de cerca de 60% nos últimos 12 meses, refletindo a crise interna e o desempenho financeiro.
  • Analistas demonstram cautela quanto a uma possível venda integral da marca devido ao seu papel estratégico na expansão global do grupo.

O grupo Azzas 2154, maior conglomerado de moda da América Latina, confirmou a contratação do banco Morgan Stanley para analisar alternativas estratégicas para a marca Farm Rio. A medida visa destravar valor para o negócio, em um momento em que a marca é vista como a 'joia da coroa' do portfólio, sendo a única divisão a apresentar crescimento no primeiro trimestre de 2026. O valuation da operação internacional é estimado em US$ 1 bilhão, montante que superaria o valor de mercado atual de todo o grupo. Em comunicado, a companhia reforçou que, até o momento, não há decisão tomada sobre a alienação do ativo.

A movimentação ocorre em um cenário de acirrada disputa societária entre os controladores Alexandre Birman e Roberto Jatahy, cujas divergências sobre modelos de gestão levaram à unificação de processos de arbitragem. O atrito entre os executivos, intensificado após mudanças na marca Reserva, reflete tensões na governança do grupo e coincide com um período de forte desvalorização das ações (AZZA3), que acumulam queda de cerca de 60% nos últimos 12 meses. Especialistas do mercado mantêm cautela sobre a venda, ponderando o papel central da Farm Rio na estratégia de expansão global da companhia, enquanto o mercado monitora como a reestruturação poderá impactar a estabilidade do grupo.

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