Modalidade permite juros até 50% menores e evita resgates antecipados, impulsionada por novas normas do CMN e CNSP.
O uso de planos de previdência privada como garantia para a obtenção de crédito tornou-se uma alternativa crescente no mercado financeiro brasileiro. Impulsionada pela Resolução Conjunta nº 12/2024 do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a prática permite que investidores acessem taxas de juros significativamente menores, reduzindo os custos em comparação ao crédito pessoal tradicional. Na Brasilprev, por exemplo, a adesão a essa modalidade saltou 111% entre 2025 e 2026.
A estratégia é apontada por especialistas como uma forma eficiente de preservar o patrimônio e evitar o impacto tributário decorrente do resgate antecipado de investimentos. No entanto, a operação exige planejamento, uma vez que o saldo do plano fica bloqueado e a portabilidade é suspensa durante a vigência do contrato. Analistas recomendam cautela, ressaltando que a capacidade de pagamento das parcelas deve ser rigorosamente avaliada, especialmente por indivíduos próximos à aposentadoria.
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