Refinaria de petróleo em Moscou é atingida por drones ucranianos
Ataque massivo com 200 drones atinge Moscou e refinaria, enquanto o G7 discute sanções e o governo Trump pressiona por paz e maior investimento europeu em defesa.
Pontos principais
- Cerca de 200 drones ucranianos atingiram Moscou no maior ataque à capital russa desde o início da guerra.
- A refinaria de petróleo em Kapotnya e um shopping center sofreram danos estruturais significativos.
- A ofensiva causou incêndios, deixou feridos e forçou a suspensão temporária de voos em quatro aeroportos de Moscou.
- O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado centenas de drones, respondendo com mísseis contra Kyiv.
- Líderes do G7 debateram novas sanções contra a Rússia e o apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.
- O presidente Donald Trump reiterou que a Rússia deve buscar um acordo de paz para encerrar o conflito.
- A Alemanha anunciou um novo pacote de 200 milhões de euros para a defesa aérea ucraniana.
- O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, condicionou o apoio militar americano a maiores investimentos europeus em defesa.
Uma refinaria de petróleo em Kapotnya, no sudeste de Moscou, foi atingida por uma ofensiva de larga escala envolvendo cerca de 200 drones ucranianos, marcando o maior ataque à capital russa desde o início do conflito. A operação, que também atingiu um shopping center, causou danos estruturais severos, incêndios e feridos, forçando a suspensão de voos comerciais em quatro aeroportos da região. O governo ucraniano justificou a ação como uma resposta direta à agressão russa, enquanto o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado centenas de aeronaves não tripuladas, respondendo prontamente com disparos de mísseis balísticos contra Kyiv.
A escalada ocorre em um momento de intensa movimentação diplomática, com líderes do G7 reunidos na França para discutir novas sanções contra Moscou e o suporte à integração da Ucrânia na União Europeia. A Alemanha reforçou o apoio militar com um novo pacote de 200 milhões de euros voltado para sistemas de defesa aérea, buscando mitigar os impactos dos ataques constantes à infraestrutura ucraniana. A situação reflete a volatilidade do conflito, que continua a se expandir para além das zonas de combate tradicionais, atingindo centros urbanos e instalações estratégicas de energia.
Paralelamente, a postura dos Estados Unidos permanece focada na reestruturação da segurança regional. O governo do presidente Donald Trump defende que a Rússia busque um acordo de paz, ao mesmo tempo em que o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, pressiona aliados da OTAN por maior responsabilidade financeira. A política de 'OTAN 3.0' exige que nações europeias aumentem seus investimentos em defesa sob o risco de redução nas contribuições americanas, refletindo a estratégia de Washington de descentralizar a segurança do continente diante da instabilidade prolongada pelo conflito.
Fontes primárias
Comunicado operacional — Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia (18/06/2026)
Na noite de 18 de junho de 2026, unidades das Forças de Defesa atingiram pela segunda vez a Refinaria de Petróleo de Moscou (MNPZ), na região de Moscou. O Estado-Maior afirma que a planta tem capacidade de refino superior a 12 milhões de toneladas de petróleo por ano e é usada no abastecimento do exército russo. Registra impactos e um incêndio de grande escala, com ao menos 5 focos de fogo; pela geolocalização preliminar, queimam a unidade combinada de refino, unidades de refino secundário e o parque de tanques. O mesmo conjunto de ataques teria atingido ainda a base de petróleo 'Gukovo' (região de Rostov), uma ponte ferroviária sobre o Canal da Crimeia do Norte (Crimeia ocupada), uma ponte rodoviária sobre o rio Kalka (Donetsk), um posto de comando em Soledar e depósitos de combustível. O comunicado também confirma resultados de ataques anteriores (entre eles a estação de bombeamento 'Palkino', em 14/06).
Posts no Telegram sobre o ataque à MNPZ — Sergei Sobyanin (18/06/2026)
Em mensagens no Telegram na manhã de 18 de junho, o prefeito de Moscou afirmou que as forças de defesa antiaérea seguiam repelindo um 'ataque massivo' e que 'alguns drones conseguiram alcançar a MNPZ' (Refinaria de Petróleo de Moscou), com medidas em curso para lidar com as consequências. Em atualização posterior (post 20352), informou que o incêndio provocado pelo impacto de drone na MNPZ foi 'em geral localizado', com o foco restante sendo extinto, e que não houve feridos na planta.
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