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EUA e Irã firmam acordo de cessar-fogo para encerrar hostilidades

Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinaram um memorando para encerrar o conflito, permitindo a retomada das exportações de petróleo iraniano e o descongelamento de ativos.

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Foto: G1 Mundo
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18/06 às 07:15 · atualizado 18:04

Pontos principais

  • O acordo prevê o fim das operações militares no Líbano e em Gaza, além da suspensão de sanções americanas.
  • A reabertura do Estreito de Ormuz permite a retomada das exportações de petróleo pelo Irã.
  • O Irã comprometeu-se a diluir estoques de urânio e não desenvolver armas nucleares sob supervisão da AIEA.
  • O pacto inclui o descongelamento de ativos iranianos e um aporte de US$ 300 bilhões para reconstrução econômica.
  • As partes estabeleceram um prazo de 60 dias para a negociação de um tratado definitivo e termos mais rígidos que os de 2015.
  • Analistas apontam riscos devido à ausência de Israel e à manutenção do programa de mísseis iraniano.

Os Estados Unidos e o Irã formalizaram um acordo de 14 pontos para encerrar o conflito que, desde fevereiro, causou mais de 7.000 mortes e desestabilizou mercados globais. O documento, assinado pelo presidente Donald Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian com mediação do Paquistão, estabelece a suspensão de sanções americanas e o descongelamento de ativos iranianos. A reabertura do Estreito de Ormuz, cuja gestão será compartilhada entre Irã, Omã e países do Golfo, já permitiu a retomada das exportações de petróleo iraniano, provocando uma queda de 2% no preço do barril de Brent, que agora é cotado abaixo de US$ 78.

O presidente Donald Trump condicionou a manutenção da paz ao cumprimento rigoroso dos termos, incluindo o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O governo americano busca, durante o período de 60 dias estabelecido para a negociação de um tratado definitivo, definir termos mais rígidos do que os contidos no pacto nuclear de 2015. O memorando também prevê o fim imediato das operações militares no Líbano e na Faixa de Gaza, visando estabilizar a região após meses de escalada bélica.

Especialistas observam com cautela a viabilidade deste entendimento preliminar. A fragilidade do compromisso é evidenciada pela manutenção do programa de mísseis iraniano e pela ausência de Israel como signatário, o que mantém riscos críticos na região. Enquanto a comunidade internacional monitora o progresso das conversas, o período de 60 dias será decisivo para verificar se o entendimento entre Washington e Teerã será suficiente para conter as tensões remanescentes e consolidar uma nova política externa para a gestão Trump em 2026.

Fonte primária

IRNA (agência estatal iraniana)

Memorando de Entendimento de Islamabad entre os EUA e o Irã (texto integral, 14 pontos)

Texto integral do MoU assinado remotamente em 17/06/2026 (Trump em Versalhes, Pezeshkian em Teerã), fornecido com exclusividade à IRNA. O documento declara a "cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano", e compromete as partes a não iniciar guerra nem usar a força entre si, garantindo a integridade territorial e soberania do Líbano. Principais pontos: (1) fim permanente das hostilidades; (2) respeito mútuo à soberania e não interferência em assuntos internos; (3) negociar o acordo final em no máximo 60 dias, prorrogável por consenso; (4) EUA iniciam a retirada do bloqueio naval de imediato, concluída em 30 dias, e retiram forças da proximidade do Irã em 30 dias após o acordo final; (5) Irã garante passagem segura de navios comerciais sem cobrança por 60 dias (Golfo Pérsico ↔ Mar de Omã), com desminagem em 30 dias e diálogo com Omã sobre a administração futura do Estreito de Ormuz; (6) EUA, com parceiros regionais, desenvolvem plano de no mínimo US$ 300 bilhões para reconstrução e desenvolvimento do Irã; (7) EUA encerram todas as sanções (resoluções do CSNU, AIEA e sanções unilaterais primárias e secundárias) em cronograma do acordo final; (8) Irã reafirma que não buscará nem desenvolverá armas nucleares — material enriquecido estocado tratado por mecanismo a acordar, no mínimo via downblending no local sob supervisão da AIEA; (9) status quo até o acordo final (Irã mantém o programa nuclear como está; EUA não impõem novas sanções nem enviam forças adicionais); (10) Tesouro dos EUA emite waivers para exportação de petróleo bruto e derivados iranianos e serviços associados; (11) EUA disponibilizam ativos/fundos congelados. O texto frisa que se trata de um arranjo provisório ("framework"), não do acordo final — que confirmará as cláusulas e deverá ser endossado por resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

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