EUA e Irã firmam acordo de cessar-fogo para encerrar hostilidades
Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinaram um memorando para encerrar o conflito, permitindo a retomada das exportações de petróleo iraniano e o descongelamento de ativos.
Pontos principais
- O acordo prevê o fim das operações militares no Líbano e em Gaza, além da suspensão de sanções americanas.
- A reabertura do Estreito de Ormuz permite a retomada das exportações de petróleo pelo Irã.
- O Irã comprometeu-se a diluir estoques de urânio e não desenvolver armas nucleares sob supervisão da AIEA.
- O pacto inclui o descongelamento de ativos iranianos e um aporte de US$ 300 bilhões para reconstrução econômica.
- As partes estabeleceram um prazo de 60 dias para a negociação de um tratado definitivo e termos mais rígidos que os de 2015.
- Analistas apontam riscos devido à ausência de Israel e à manutenção do programa de mísseis iraniano.
Os Estados Unidos e o Irã formalizaram um acordo de 14 pontos para encerrar o conflito que, desde fevereiro, causou mais de 7.000 mortes e desestabilizou mercados globais. O documento, assinado pelo presidente Donald Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian com mediação do Paquistão, estabelece a suspensão de sanções americanas e o descongelamento de ativos iranianos. A reabertura do Estreito de Ormuz, cuja gestão será compartilhada entre Irã, Omã e países do Golfo, já permitiu a retomada das exportações de petróleo iraniano, provocando uma queda de 2% no preço do barril de Brent, que agora é cotado abaixo de US$ 78.
O presidente Donald Trump condicionou a manutenção da paz ao cumprimento rigoroso dos termos, incluindo o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O governo americano busca, durante o período de 60 dias estabelecido para a negociação de um tratado definitivo, definir termos mais rígidos do que os contidos no pacto nuclear de 2015. O memorando também prevê o fim imediato das operações militares no Líbano e na Faixa de Gaza, visando estabilizar a região após meses de escalada bélica.
Especialistas observam com cautela a viabilidade deste entendimento preliminar. A fragilidade do compromisso é evidenciada pela manutenção do programa de mísseis iraniano e pela ausência de Israel como signatário, o que mantém riscos críticos na região. Enquanto a comunidade internacional monitora o progresso das conversas, o período de 60 dias será decisivo para verificar se o entendimento entre Washington e Teerã será suficiente para conter as tensões remanescentes e consolidar uma nova política externa para a gestão Trump em 2026.
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