Empresas manipulam rankings de IA com listas autorreferenciais
Empresas como Shopify e Figma publicam listas que as colocam no topo para influenciar recomendações de chatbots e motores de busca generativos.
Pontos principais
- A Shopify publicou ao menos 60 listas ranqueadas em seu blog, posicionando-se sempre em primeiro lugar para influenciar respostas de IAs.
- A prática, conhecida como Generative Engine Optimization (GEO), visa enganar modelos como o ChatGPT, que tratam essas listas como fontes independentes.
- Outras empresas, como a ClickUp e a Figma, também adotaram a tática, com a ClickUp publicando quase 300 listas de produtos próprias.
- A manipulação ocorre porque chatbots priorizam trechos de texto semanticamente relevantes, sem distinguir entre avaliações imparciais e marketing direto.
- O uso de contas falsas em plataformas como o Reddit para plantar recomendações também tem sido utilizado para treinar ou induzir respostas de IAs.
- O CEO da Shopify, Tobi Lütke, defende publicamente ecossistemas de informação limpos, criando um contraste entre sua retórica e as ações de marketing da empresa.
Empresas de tecnologia estão adotando estratégias de Generative Engine Optimization (GEO) para garantir que chatbots e ferramentas de busca baseadas em IA recomendem seus serviços. Ao publicar dezenas de listas de 'melhores produtos' em seus próprios domínios, essas companhias conseguem que modelos de linguagem, como o ChatGPT, indexem esse conteúdo e o apresentem aos usuários como se fossem avaliações de terceiros. A tática explora a dificuldade dos modelos de IA em diferenciar fontes autorizadas de material promocional, transformando a web em um ambiente otimizado para máquinas em vez de humanos. O fenômeno tem gerado preocupações sobre a qualidade da informação e a degradação do tráfego para sites independentes, que perdem visibilidade à medida que as respostas geradas por IA substituem os links tradicionais de busca.
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