A realização do torneio no México enfrenta resistência local devido aos preços proibitivos, restrições comerciais e sensação de exclusão social.
O retorno da Copa do Mundo ao México após 40 anos tem sido marcado por um forte sentimento de exclusão entre os moradores locais. Embora o país seja uma das sedes do torneio, a população enfrenta barreiras significativas, como o custo elevado dos ingressos e a restrição de transmissões em estabelecimentos populares, que agora dependem de canais pagos. Além disso, a imposição de regras rígidas de licenciamento pela FIFA limita a atuação de pequenos comerciantes, que não conseguem aproveitar o fluxo turístico do evento. A percepção de que o México foi relegado a um papel secundário, com apenas 13 das 104 partidas, somada às críticas sobre o uso de recursos para esconder a pobreza urbana, reforça o descontentamento social diante de um evento que, para muitos, ignora a realidade e a tradição futebolística do país.
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