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China defende governança global de IA em contraponto ao G7

Pequim propõe cooperação internacional em IA sob a ONU, criticando restrições tecnológicas impostas por países do G7.

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Foto: Times Brasil
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17/06 às 12:45

Pontos principais

  • O diplomata Wang Yi defendeu a criação de uma organização global de cooperação em IA aberta a todos os países.
  • A China critica as políticas do G7, classificando-as como exclusivas e monopolistas.
  • Enquanto o G7 restringe o acesso a modelos avançados, a China foca em parcerias com o Sul Global via BRICS.
  • Pequim defende que a governança da tecnologia seja conduzida sob a égide da ONU.

Em meio ao encerramento da cúpula do G7, que discutiu restrições ao acesso de tecnologias avançadas, o governo chinês reforçou sua proposta de uma governança global para a inteligência artificial. O diplomata Wang Yi defendeu a criação de uma organização internacional de cooperação aberta a todas as nações, posicionando a China como um contraponto às políticas restritivas adotadas pelo bloco ocidental. Pequim argumenta que o modelo atual de desenvolvimento tecnológico, liderado pelos Estados Unidos e seus aliados, é excludente e monopolista.

A estratégia chinesa prioriza o desenvolvimento de modelos de baixo custo e o fortalecimento de parcerias tecnológicas com o Sul Global, utilizando blocos como os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai. A divergência entre as potências destaca a crescente disputa geopolítica pela hegemonia na governança de tecnologias emergentes, com a China insistindo que as diretrizes globais de IA devem ser estabelecidas sob a supervisão da ONU.

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