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Snap lança nova geração de óculos de realidade aumentada Specs

A Snap oficializou os óculos Specs por US$ 2.195, apostando na computação espacial para reduzir a dependência de smartphones, apesar da pressão de investidores e queda nas ações.

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Foto: G1 - Economia
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16/06 às 14:03 · atualizado 18:35

Pontos principais

  • Os óculos Specs funcionam de forma independente, com campo de visão de 51 graus e bateria de até quatro horas.
  • O dispositivo custa US$ 2.195 e será lançado no outono nos EUA, Reino Unido e França.
  • O hardware projeta mapas, vídeos e legendas, simulando telas de até 115 polegadas para entretenimento.
  • O CEO Evan Spiegel defende o produto como uma alternativa para reduzir o tempo de tela e promover interações no mundo real.
  • A empresa enfrenta concorrência de gigantes como Meta e Google no setor de realidade aumentada.
  • As ações da Snap registraram queda de 4% após o anúncio, refletindo o ceticismo de investidores quanto aos custos de P&D.
  • O lançamento busca diversificar o portfólio da empresa para além do aplicativo Snapchat.

A Snap oficializou o lançamento dos Specs, sua nova linha de óculos de realidade aumentada, consolidando uma aposta de longo prazo da empresa no mercado de hardware de consumo. O dispositivo destaca-se por ser totalmente independente, dispensando a conexão com outros aparelhos, e oferece um campo de visão de 51 graus. Durante a conferência AWE, o CEO Evan Spiegel detalhou que o hardware possui autonomia de até quatro horas de uso por carga. Com preço fixado em US$ 2.195, o produto chegará ao mercado dos Estados Unidos, Reino Unido e França durante o outono do hemisfério norte, com entregas previstas até dezembro. O aparelho permite a visualização de mapas, vídeos e legendas de tradução, simulando telas de até 115 polegadas para entretenimento e monitores de 24 polegadas para produtividade.

Este lançamento representa um movimento estratégico fundamental para a companhia, que busca se posicionar na era pós-smartphone. Ao integrar recursos de realidade aumentada diretamente em um acessório vestível, a Snap tenta diversificar seu portfólio tecnológico, reduzindo sua dependência exclusiva do aplicativo Snapchat. Spiegel defende o hardware como uma ferramenta para reduzir o tempo de tela e promover experiências compartilhadas no mundo real, posicionando o projeto como uma peça central para o futuro da computação espacial.

Entretanto, a iniciativa ocorre em um momento de desafio interno e externo. Além da pressão de investidores pelos elevados custos de pesquisa e desenvolvimento, a Snap enfrenta a concorrência direta de gigantes como Meta e Google. Após o anúncio oficial, as ações da empresa registraram uma queda de 4%, evidenciando o ceticismo do mercado financeiro quanto à viabilidade comercial imediata do produto. A estratégia da Snap permanece focada em inovação de longo prazo, mesmo diante das incertezas manifestadas pelo mercado quanto à rentabilidade do setor de dispositivos vestíveis.

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