Lula discute veto à carne e acordo Mercosul-UE durante cúpula do G7
O presidente Lula buscou reverter embargos europeus a produtos brasileiros e avançar nas negociações do acordo Mercosul-UE em meio a tensões globais.
Pontos principais
- A União Europeia proibiu a importação de carne, mel e outros produtos brasileiros em 3 de setembro por questões sanitárias.
- Lula reuniu-se com líderes europeus no G7 para tratar das restrições comerciais e do impasse no acordo Mercosul-UE.
- Um novo mecanismo bilateral foi criado entre o Itamaraty e a Comissão Europeia para solucionar divergências técnicas.
- O governo brasileiro busca diversificar mercados e fortalecer laços comerciais com a União Europeia e o Japão.
- O acordo entre Mercosul e UE enfrenta resistência de setores agrícolas europeus protecionistas.
- A cúpula do G7 também abordou riscos geopolíticos, como a estabilidade no Oriente Médio e seus impactos no preço do petróleo.
Durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve encontros com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o líder da União Europeia, António Costa. O objetivo central foi debater as restrições impostas a produtos brasileiros, como carne e mel, sob a justificativa europeia de falta de comprovação no cumprimento de exigências sanitárias. O governo brasileiro busca reverter essas barreiras, que também afetam o setor siderúrgico, enquanto tenta destravar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que enfrenta forte resistência de setores agrícolas protecionistas no bloco europeu. Como resultado, foi estabelecido um mecanismo bilateral de diálogo para solucionar as divergências técnicas pendentes.
Além das pautas comerciais, a diplomacia brasileira aproveitou o fórum para discutir o cenário global de incertezas. Em um contexto de polarização entre Estados Unidos e China, o Brasil busca fortalecer laços com parceiros estratégicos. As discussões no G7 também contemplaram a fragilidade do acordo provisório entre Estados Unidos e Irã e a necessidade de estabilidade na região do Oriente Médio. A reabertura e segurança do Estreito de Ormuz foram apontadas como fatores cruciais para reduzir as pressões inflacionárias globais sobre o preço do petróleo, tema que permanece no radar da política externa brasileira.
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