Decisão 7 a 1 cita repasse mais rápido do que o esperado do petróleo ao consumidor; Nikkei 225 bateu recorde após o anúncio.
O Banco do Japão subiu a taxa básica para 1% em decisão dividida 7 a 1, maior nível desde 1995 e primeira alta desde dezembro de 2025, citando como gatilho a passagem mais rápida do que o esperado dos preços do petróleo para o consumidor após a guerra no Oriente Médio. O voto dissidente foi de Toichiro Asada, primeiro indicado da nova primeira-ministra Sanae Takaichi (que prefere juros baixos), e ponderou que os riscos de baixa para o crescimento por causa do conflito superam os de inflação.
A inflação japonesa no atacado atingiu 6,3% em maio, máxima de três anos; preços de importação em iene saltaram 25,5%. O Nikkei 225 bateu recorde após a decisão; a moeda firmou brevemente e depois devolveu os ganhos. O Japão teria gasto ¥11,7 trilhões (cerca de US$73,5 bilhões) defendendo o iene em maio, com a moeda perto de 160 por dólar.
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