Reino Unido e Japão fecham acordo para desenvolver mini reatores
Governos firmam parceria com a Rolls-Royce para desenvolver reatores modulares avançados visando soberania energética até a década de 2030.
Pontos principais
- O acordo prevê o desenvolvimento de reatores modulares avançados (AMRs) com tecnologia de gás de alta temperatura.
- O Japão compartilhará dados de segurança e pesquisa com a Rolls-Royce e o National Nuclear Laboratory.
- Os reatores, projetados para operar a 700 graus, têm como foco o abastecimento de indústrias, data centers e bases militares.
- O projeto integra um pacote de investimento em energia limpa e tecnologia de 18 bilhões de libras.
- A Rolls-Royce também mantém um contrato de 600 milhões de libras com o governo britânico para construir SMRs em Wylfa, no País de Gales.
- A meta é que os reatores estejam operacionais até meados da década de 2030, reforçando a segurança energética global.
O Reino Unido e o Japão formalizaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento de reatores modulares avançados (AMRs), em um esforço conjunto que envolve a fabricante britânica Rolls-Royce. O acordo, assinado em junho de 2026, visa combinar a expertise tecnológica britânica com a capacidade de fabricação e os dados de segurança japoneses para viabilizar a construção de um reator demonstrador no Reino Unido. A tecnologia, descrita como resistente a falhas de fusão, é voltada para atender demandas específicas de energia de alta densidade, como data centers e complexos industriais.
Esta iniciativa complementa os esforços do governo britânico para revitalizar seu setor nuclear, que inclui a construção de reatores modulares pequenos (SMRs) em Wylfa, no País de Gales, com apoio do National Wealth Fund. Com um aporte de 18 bilhões de libras em tecnologia e energia limpa, o Reino Unido busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis, cujos preços têm sido pressionados por instabilidades geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio.
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