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Mais de 40 líderes em cibersegurança pedem reversão do bloqueio dos modelos da Anthropic

Carta liderada por Alex Stamos argumenta que ação tirou os melhores modelos das mãos dos defensores sem risco real que justifique.

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15/06 às 09:00

Pontos principais

  • Mais de 40 signatários, incluindo CISOs e executivos da Adobe, Zoom e Sophos
  • Liderança de Alex Stamos, ex-CSO do Facebook e hoje chief product officer da Corridor
  • Outros signatários: Katie Moussouris (Luta Security), Rachel Tobac (SocialProof Security), Chris Wysopal (Veracode), Paul Vixie e Aaron Grattafiori (Nvidia)
  • Capacidade do Fable 5 que alarmou a Casa Branca era gerar provas de conceito de vulnerabilidades
  • Só Mythos 5 e Mythos Preview, restritos ao Project Glasswing, fariam ataques autônomos completos

Mais de 40 líderes em cibersegurança assinaram carta aberta pedindo ao governo Trump a reversão das restrições aos modelos mais avançados da Anthropic. Entre eles CISOs e executivos da Adobe, Zoom e Sophos, sob a liderança de Alex Stamos, ex-diretor de segurança do Facebook e hoje chief product officer da Corridor. Outros signatários incluem Katie Moussouris (CEO da Luta Security), Rachel Tobac (CEO da SocialProof Security), Chris Wysopal (cofundador da Veracode), o cientista da computação Paul Vixie e Aaron Grattafiori, pesquisador de segurança da Nvidia.

A carta sustenta que a ação 'tirou os melhores modelos das mãos dos defensores, criou incerteza no mercado e arriscou a liderança americana em IA sem risco real que justifique'. Stamos disse à Axios que a capacidade do Fable 5 que alarmou a Casa Branca era gerar provas de conceito de vulnerabilidades; só o Mythos 5 e sua preview, restritos a membros do Project Glasswing, conseguiriam realizar ataques autônomos completos.

Fonte primária

freefable.org (carta aberta)

Carta aberta sobre proteções cibernéticas de IA transparentes

Carta aberta assinada por mais de 40 executivos e líderes técnicos de cibersegurança dos EUA, dirigida ao secretário Lutnick e ao diretor nacional de Cibersegurança Cairncross, pedindo a revogação das diretivas de controle de exportação sobre os modelos Fable e Mythos da Anthropic e o compromisso com um processo aberto, científico e transparente de avaliação de risco de IA. Os signatários argumentam que: a IA impacta a cibersegurança ao reduzir a dificuldade de encontrar falhas e escrever exploits; os modelos da classe Mythos são bons nisso, mas não são unicamente bons, já que GPT-5.5, Opus, Sonnet e modelos chineses como o Kimi 2.7 replicam essas capacidades; o Fable já traz proteções tão agressivas contra uso ofensivo que viraram piada na comunidade no lançamento; tirar os melhores modelos das mãos dos defensores enquanto os modelos chineses de pesos abertos estão a poucos meses dos melhores americanos é perigoso e arrisca a liderança dos EUA sem risco real que justifique. A pesquisa que motivou a ação avaliava se um trecho de código era inseguro, capacidade necessária para escrever código seguro, e não deveria ser tratada como ofensiva. Caso a regulação de modelos avance, ela deveria ser: fundamentada em avaliações científicas com input de indústria e academia; criada por processo democrático de rule-making; aplicada de forma transparente e justa com tempo para remediação; e usada apenas no mínimo necessário. Entre os signatários estão Alex Stamos (Corridor), Katie Moussouris (Luta Security), Rachel Tobac (SocialProof Security), Paul Vixie, Chris Wysopal (Veracode), Dino Dai Zovi, Joe Levy (Sophos), Dan Lorenc (Chainguard), Talha Tariq (Vercel) e Aaron Grattafiori e Erick Galinkin (NVIDIA).

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