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Fox compra Roku em transação avaliada em US$ 22 bilhões

A Fox anunciou a compra da Roku por US$ 22 bilhões para expandir sua presença digital e publicidade, consolidando-se como a terceira maior empresa de televisão dos EUA em audiência.

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Foto: Startups
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15/06 às 09:03 · atualizado 18:30

Pontos principais

  • A transação de US$ 22 bilhões será realizada via dinheiro e ações, avaliando a Roku em US$ 160 por papel.
  • O negócio representa uma mudança na postura historicamente conservadora da família Murdoch em relação a grandes aquisições.
  • Acionistas da Fox deterão 73% da nova empresa combinada, enquanto os da Roku ficarão com 27%.
  • A fusão une o conteúdo de esportes e notícias da Fox à base de mais de 100 milhões de domicílios conectados da Roku.
  • A nova entidade será a terceira maior empresa de televisão dos EUA, com estimativa de US$ 400 milhões em sinergias anuais.
  • O CEO da Roku, Anthony Wood, permanecerá na empresa e passará a integrar o conselho de administração da Fox.
  • A Fox comprometeu-se a manter a Roku como uma plataforma neutra, permitindo a continuidade de outros serviços de streaming.
  • Analistas como Rich Greenfield, da LightShed Partners, classificam a Roku como o 'guardião do streaming' e um ativo estratégico essencial.
  • A aquisição permite que a Fox controle a interface de acesso aos serviços de streaming, funcionando como um sistema operacional de TV.
  • Após o anúncio, as ações da Fox recuaram cerca de 15% no mercado, enquanto os papéis da Roku subiram 2,53%.
  • A conclusão da transação está prevista para o primeiro semestre de 2027, dependendo de aprovações regulatórias.
  • Especialistas não descartam a possibilidade de propostas concorrentes, embora o acordo entre Fox e Roku já esteja firmado.

A Fox Corporation anunciou formalmente a compra da plataforma de streaming Roku em um negócio avaliado em US$ 22 bilhões, incluindo dívidas. A operação visa acelerar a transição da companhia para o modelo de negócios digital, reduzindo sua dependência histórica da televisão linear. Para viabilizar a aquisição, a Fox confirmou a obtenção de um empréstimo de US$ 12 bilhões, com financiamento garantido pelo Morgan Stanley. A transação, estruturada por meio de uma combinação de dinheiro e ações ordinárias, avalia a Roku em US$ 160 por papel. Sob os termos do acordo, os acionistas da Fox deterão 73% da nova entidade combinada, enquanto os acionistas da Roku ficarão com uma participação de 27%. Como parte da integração, o CEO da Roku, Anthony Wood, permanecerá na liderança da unidade e passará a integrar o conselho de administração da Fox, garantindo continuidade estratégica.

Este movimento marca uma mudança significativa na postura da família Murdoch, que tradicionalmente evitava grandes aquisições corporativas. Lachlan Murdoch destacou que a aquisição é fundamental para transformar o perfil de crescimento da empresa em verticais de alta performance. Analistas de mercado, como Rich Greenfield da LightShed Partners, classificam a Roku como o 'guardião do streaming', um ativo estratégico que permite à Fox controlar a interface de acesso aos serviços de mídia, desempenhando um papel similar ao que o iOS ou Android ocupam no ecossistema de celulares. Diferente de concorrentes que investiram em plataformas próprias, a Fox aposta no controle da distribuição e na publicidade digital direta.

Com a integração, a Fox busca consolidar seu portfólio de esportes e notícias com a infraestrutura tecnológica da Roku, reconhecida por transformar televisores convencionais em smart TVs. A nova entidade consolidada passará a ocupar a posição de terceira maior empresa de televisão dos Estados Unidos em participação de audiência, obtendo acesso direto a mais de 100 milhões de domicílios conectados. O mercado reagiu com cautela ao anúncio da fusão, refletindo preocupações com a diluição e o endividamento da Fox. As ações da companhia registraram queda de aproximadamente 15% após a divulgação, enquanto os papéis da Roku avançaram 2,53%.

A companhia estima que a união das operações gere uma economia anual de US$ 400 milhões em sinergias, utilizando o segmento de plataforma da Roku como pilar central. Embora o acordo já esteja firmado, especialistas não descartam a possibilidade de propostas concorrentes de outros grandes players, como Comcast ou Walmart. A conclusão da transação está prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2027, dependendo da obtenção das aprovações regulatórias necessárias. A união pretende criar uma potência focada em esportes e notícias ao vivo, setores onde a Fox mantém liderança, agora potencializados pela capilaridade digital da Roku.

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